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Na viagem que fará a China, ministra vai tratar das exportações de carne e soja
Em entrevista depois de reunião com lideranças do setor agropecuário, em São Paulo, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta segunda-feira (22) ter tratado da viagem internacional que fará no próximo dia 6 de maio com o objetivo de ampliar mercado para produtos brasileiros. Na China, seu segundo destino a partir do Japão, irá tratar de possível liberação de novos estabelecimentos para exportação de carne e de relatório pedido por autoridades sanitárias do país com essa finalidade.
“Eles (chineses) vieram aqui no ano passado e fizeram vistorias em dez plantas. A ideia era que abririam até 60 plantas, isso não aconteceu. Aprovaram nove. Mas nos pediram que levássemos os relatórios das demais plantas. Acredita-se que, em um novo momento, será marcada nova visita para fazer vistorias em outras plantas, em função do momento favorável à exportação de proteína animal para lá”, declarou.
“O Brasil exportou para a China no ano passado 88% do total das vendas externas de soja. Nós somos parceiros confiáveis, temos qualidade, nossa soja tem mais proteína. Então, precisamos dizer que continuamos e queremos continuar sendo parceiros. É fundamental ir lá e afirmar isso”, argumentou. Tereza Cristina acrescentou que também discutiu com representantes do setor a necessidade de agregar maior valor aos produtos de exportação brasileiros.
Em Pequim, haverá reunião de governo e, em Xangai, participará da feira Sial, o maior evento do setor de alimentos do país. Tanto em Tóquio, quanto nas cidades chinesas estão previstas ações de promoção do café brasileiro, produto da pauta de exportações que enfrenta queda dos preços no mercado externo.
“A gente não vai falar sobre o preço, mas sobre o mercado. O preço do café é um problema mundial, houve excesso de produção no mundo e, é claro que o Brasil ainda tem espaço para aumentar as suas exportações. E é isso que nós vamos fazer com todos os produtos, não só com o café, com as frutas, carnes, enfim, tudo o que for possível”, declarou.
No Japão, reunião de ministros da Agricultura antecede a reunião do G-20 prevista para junho. “Um dos assuntos é a preparação da visita dos presidentes. Na reunião serão discutidos temas dos diversos países, inclusive terá um novo subgrupo de cinco países (EUA, Chile, Brasil, Argentina e Paraguai) que irá discutir assuntos do interesse desses países com a Ásia”, adiantou a ministra.
Além do Brasil, o G20 tem como integrantes: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.
Tereza Cristina lembrou que ainda irá, na mesma missão, “ao Vietnã para conversar com mercado da carne (proteínas), e à Indonésia, também para falar da abertura de novos mercados”.
Caminhoneiros
Questionada sobre medidas em relação aos caminhoneiros, a ministra adiantou que deverá voltar a se reunir nesta terça-feira com o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com dirigentes da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e da Conab, para tratar do assunto. “Os caminhoneiros demonstraram (em reunião no Mapa na quarta-feira, dia 17) que estão preocupados com a falta de cargas. Isso, porque as empresas acabaram comprando muitos caminhões com as incertezas das tabelas, das multas. Compraram frotas próprias e foi discutido que poderiam transportar para a Conab, mas não conseguiram. Mas, por meio de cooperativas que montaram, estamos vendo essa possibilidade. Na quarta-feira, teremos uma reunião com eles para encaminhamento”.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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