Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Artigos

Natal, níver do Papai Noel

Publicado

Por Dr. Rosário Casalenuovo Júnior

Se você acha que dia 25 não é o aniversário do papai Noel, muito menos é o de Jesus Cristo, que segundo os historiadores, teria nascido no mês de março. Depois de 300 anos de cristianismo estabelecido como uma religião ilícita, os romanos acabaram por legalizá-la e escolheram uma data para comemorar, que foi o mês de dezembro, no vigésimo quinto dia, data que era homenageado o Deus Sol Invictus.

Você acredita em papai Noel? Já acreditou, com certeza, eu sei. Esse folclore vem das bondades do São Nicolau que dava presentes para a crianças, que depois evoluiu, incluindo neve, trenó, roupa especial, que antes era verde e depois tornou-se  vermelha e branca. Desculpe por ser desmancha prazeres.

Mas não era isso que eu quero dar enfoque. Quero discutir sobre de quem é o dia 25 de dezembro. Onde é considerado mais os presentes e as festas do que a comemoração do nascimento de Jesus. O comércio fala mais alto. A mulher perguntou ao marido “amor o que você vai me dar de natal”? E ele respondeu. “o aniversário é de Cristo e não seu”. Grosseria à parte.

O que passa na cabeça de Jesus, vendo que o dia de seu nascimento ficou como troca de objetos e de alegria nas festas e não a celebração de seu dia? Com mesas cheias de pratos maravilhosos, bebidas e nenhunzinho bolo para Ele, ou mesmo um “parabéns para você”. Ou seja, “parabéns pra você, pra Ele”.  Será que ele ficaria irritado ou frustrado? Tipo, de que valeu morrer na cruz, para o papai Noel que só deu presentes fica o queridinho da turma?

Veja Mais:  Muita calma em 2020!

Me coloco no lugar Dele para entender o que ele pensaria. Eu, que realmente sou fã de Cristo, acho Ele o homem mais coerente, admirável que existiu na terra. É um bom exercício procurar saber o que Jesus faria ou pensaria nos momentos que tivermos que tomar atitude ou falar algo a alguém para que não sejamos injustos, egoístas ou maldosos. Sempre é bom que nossos atos ou palavras beneficiem a todos (eu, o outro e a natureza).

Mas vou fazer o inverso agora. Vou analisar como eu agiria, para depois comparar com atitude de Jesus, considerando que a Dele seria muito mais evoluída e de bom senso.
Bem, eu não ligo para aniversário. Sempre faço festas porque adoro ver as pessoas alegres, se ninguém cantar parabéns para mim, não me importaria, mas adoraria ver meus filhos recebendo parabéns no dia do nascimento deles. Apesar de ter me doado integralmente para a vida deles,  não cobro nenhuma atenção ou consideração. O que mais quero na vida é a paz e harmonia entre eles, prefiro muito mais eles se presentearem do que ficar orando por mim. Quero ver meus filhos que sejam pessoas, melhor que eu.

Mas Jesus na sua tremenda bondade e humildade, ano luz acima da minha, acho que ficaria feliz, mas muito feliz ao ver seus filhos trocarem presentes, se amarem, se respeitarem, mesmo sem lembrar Dele. Existem presentes para o corpo e para a alma. Os do corpo, você pode pegar, embrulhar, vestir, usar, comprar. Os da alma, é dado pelo coração, pelas palavras, pelas ações. Posso dar um presente bem caro para alguém que ele guardaria com todo carinho, mas quando morrer não poderá levar junto. Os da Alma, são eternos. Amo refletir sobre esta afirmação “a única coisa que te pertence é o que você doa”.

Veja Mais:  Fim de ano e a importância da família  

Todos nós somos carentes de elogios, de palavras positivas, de incentivo. Como diz no livro as cinco linguagens de amor, que temos um balde vazio que se enche somente com o tipo de amor que recebemos relacionado aos que necessitamos. Havendo pessoas que se sentem amado ao receber presentes. Ou seja, então esta pessoa é materialista? Não vejo problema algum nisso. Somos almas vivendo em um corpo material em um mundo material, portanto este presente será pego com as mãos, usados no corpo, mas encherá o baldinho da alma de amor. O meu tipo de amor não é presente, gosto de dar, mas não ligo para receber. Não por isto deixo de gostar de objetos bonitos, chiques, caros. Gosto da cultura Judaica, que sabem lidar muito bem com o material e espiritual.

Portanto, meus irmãos, deem presentes, recebam presentes, festejam no níver do papai Noel sem culpa, pois Jesus na sua infinita humildade e bondade, ficará feliz com a alegria a paz e harmonia entre seus filhos. Assim como eu fiquei fora dos natais no lar que construí, dos filhos que formei, por ter me separado do casamento. Mesmo assim, fiquei muito feliz e satisfeito em saber que naquele momento, Gi e Pedro estavam comemorando em harmonia familiar.

Que todos ganhem seus presentes, mas lembrem também que a alma existe e ficará oca se não for lembrada. Presente para o corpo não preenchem o vazio da alma. Para a alma, elogios sinceros, reconhecimento, gratidão.  Não a Deus, Ele não precisa de nada, Ele é Deus todo poderoso. Seja grato as pessoas do seu lado, marido, mulher, filho, empregados, garçom, cozinheiro, aquele que plantou o alimento, ao animal que deu a vida para enfeitar nossas mesas, isto preencherá nossas almas isto é que enche o baldinho de Deus de amor.

Veja Mais:  A Lei Kandir e suas mazelas

Portanto, sou muito grato a todos deste jornal, a todos os leitores, aos críticos, desejando um feliz Aniversário de Jesus Cristo com bênçãos de Deus.

*Rosário Casalenuovo Júnior é dentista, professor de odontologia há 30 anos, músico e articulista dos principais jornais de Mato Grosso. Cristão,atleta, pai de Pedro e Giovanna. Contato: rosá[email protected]

Comentários Facebook

Artigos

Saúde mental: urgência pública que exige ação e acolhimento

Publicado

*Irajá Lacerda

A saúde mental deixou de ser uma preocupação silenciosa e se consolidou como uma das grandes urgências públicas do Brasil. Em 2025, a Previdência Social concedeu o impressionante número de 546.254 benefícios por incapacidade temporária devido a transtornos mentais e comportamentais, o que representa uma alta de 15,66% em relação ao ano anterior. Transtornos ansiosos e episódios depressivos lideram os afastamentos, revelando um país emocionalmente adoecido.

O cenário nacional dialoga com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde, divulgados no final 2025, que apontam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais no mundo. A OMS também estima que depressão e ansiedade custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade. Essa realidade ganhou ainda mais atenção no Brasil com a atualização da NR-1, que passou a incluir os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, reforçando que a pressão no ambiente de trabalho e o esgotamento profissional exigem prevenção, responsabilidade e acolhimento.

Esses números não são apenas estatísticas. Por trás de cada linha há uma mãe exausta, um trabalhador no limite ou um jovem sofrendo em isolamento. Dados oficiais do IBGE em 2026, por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), revelam que cerca de três em cada dez estudantes entre 13 e 17 anos relataram sentir tristeza frequente, 18,5% disseram sentir que a vida “não vale a pena ser vivida” e 32%  afirmaram ter sentido vontade de se machucar de propósito.

Veja Mais:  Inteligência Artificial na Educação

O impacto vai além do ambiente escolar: estudos do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) apontam que o tratamento de jovens com transtornos mentais chega a comprometer metade da renda das famílias na busca por apoio. O cenário exige que família, escola, assistência social e saúde atuem de forma integrada para acolher crianças e jovens antes que a dor vire tragédia.

Em Mato Grosso, esse desafio também precisa ser encarado de frente. Em 2025, o estado registrou 5.556 afastamentos temporários por transtornos mentais e comportamentais, segundo a Previdência Social. Não adianta ostentarmos indicadores econômicos grandiosos se as nossas famílias sofrem desamparadas, sem acesso adequado a psicólogos, psiquiatras e tratamento contínuo. O desenvolvimento econômico perde o sentido se não vier acompanhado da dignidade humana.

Para mudar essa realidade no nosso estado, a ação precisa ser descentralizada. É urgente expandir os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para o interior, garantindo que o morador de qualquer município tenha o mesmo direito ao cuidado que quem vive na capital. Além disso, precisamos estruturar programas de apoio emocional permanentes dentro das escolas estaduais, capacitando professores para identificar os primeiros sinais de crise em crianças e adolescentes, e criar parcerias com o setor privado para aplicar a NR-1 de forma humana e acolhedora.

Cuidar de pessoas significa olhar para aquilo que as grandes obras e os discursos políticos tradicionais ignoram. É enxergar a dor de quem não consegue pedir socorro e garantir que o orçamento público priorize a vida. O Brasil e Mato Grosso precisam transformar a saúde mental em prioridade absoluta. Uma sociedade só é verdadeiramente rica e desenvolvida quando protege sua gente, oferecendo a cada cidadão a oportunidade e o amparo necessários para viver bem e com dignidade.

Veja Mais:  Dia Mundial do Ovo celebra um dos alimentos mais ricos em vitaminas, proteínas e minerais

*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

Governança jurídica: empresas fortes dependem de segurança institucional

Publicado

DAUTO PASSARE

Empresas não crescem apenas por eficiência operacional ou capacidade financeira. Crescem porque conseguem planejar — e o planejamento depende de estabilidade institucional, previsibilidade regulatória e segurança jurídica.

O desenvolvimento econômico está diretamente ligado à confiança que empresários e investidores possuem nas instituições. Quando as regras mudam constantemente, os contratos se tornam inseguros e o ambiente regulatório é instável, o impacto atinge toda a economia.

O Brasil ainda convive com elevada complexidade jurídica, excesso de judicialização e insegurança tributária. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que o país mantém dezenas de milhões de processos em tramitação, refletindo um cenário de intensa litigiosidade.

Nesse contexto, a governança jurídica deixou de ser apenas uma função técnica e passou a ocupar posição estratégica dentro das empresas.

Empresas sólidas dependem de estruturas capazes de prevenir riscos, organizar relações societárias, garantir segurança contratual e antecipar conflitos regulatórios e tributários.

A advocacia contemporânea exerce justamente esse papel: não apenas atuar em crises já instaladas, mas contribuir para a construção de estabilidade e segurança dentro das organizações.

A ausência de segurança jurídica produz efeitos silenciosos, mas profundos: investimentos são adiados, projetos deixam de avançar e o custo operacional aumenta.

Por outro lado, ambientes institucionalmente estáveis favorecem crescimento sustentável, inovação e expansão econômica.

No agronegócio e no setor empresarial, especialmente, previsibilidade regulatória e segurança contratual tornaram-se elementos indispensáveis para o desenvolvimento dos negócios.

Veja Mais:  Pra cima que se olha

Mais do que uma questão técnica, a segurança jurídica é hoje um ativo econômico.

Empresas fortes precisam de instituições fortes — e a advocacia estratégica tem papel fundamental na construção desse ambiente de estabilidade e confiança.

*é advogado, professor universitário e sócio-fundador do escritório Passare Advocacia em Cuiabá

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

Pejotização da medicina: o lucro de poucos e a precarização da profissão médica

Publicado

Dr. Adeildo Lucena

A medicina brasileira atravessa uma das maiores transformações da sua história profissional. O que antes era uma carreira associada à estabilidade, autonomia técnica e valorização social vem sendo substituído por um modelo de contratação marcado pela precarização, insegurança jurídica e perda de direitos. O nome desse processo é pejotização.

Hospitais, clínicas, organizações sociais e grandes grupos privados de saúde passaram a substituir vínculos formais por contratos de pessoa jurídica (PJ), obrigando médicos a abrirem empresas para poder trabalhar. Na prática, muitos profissionais continuam submetidos à mesma rotina de um empregado comum — com escala fixa, subordinação, metas e plantões obrigatórios —, mas sem férias, sem 13º salário, sem FGTS, sem licença médica e sem aposentadoria adequada.

A chamada “flexibilização” virou, na realidade, um mecanismo de redução de custos para o sistema privado de saúde.

Dados recentes mostram a dimensão desse fenômeno. Estudo citado por pesquisadores da FGV aponta que a pejotização no Brasil já provocou perdas entre R$ 89 bilhões e R$ 144 bilhões aos cofres públicos desde a reforma trabalhista de 2017. A diferença ocorre porque trabalhadores contratados como PJ recolhem muito menos tributos e contribuições previdenciárias do que empregados regidos pela CLT.

O próprio  Conselho Federal de Medicina reconheceu que empresas utilizam a pejotização para economizar recursos, transferindo riscos aos profissionais e comprometendo as condições de trabalho. Durante debate nacional promovido pelo CFM, representantes da medicina do trabalho alertaram que médicos terceirizados vêm sendo colocados para exercer funções fora de suas atribuições e sem garantias mínimas de proteção profissional.

Veja Mais:  Os desafios do Home Office face à pandemia

Ao mesmo tempo, o Brasil vive uma explosão no número de profissionais. A pesquisa “Demografia Médica 2025”, conduzida pela Faculdade de Medicina da USP em parceria com o Ministério da Saúde e a Associação Médica Brasileira, aponta que o país já ultrapassou a marca de 635 mil médicos ativos, com previsão de crescimento contínuo nos próximos anos.

Esse aumento da oferta de mão de obra, somado à expansão agressiva de grandes conglomerados privados da saúde, criou um ambiente de forte pressão econômica sobre os médicos, especialmente os mais jovens. Muitos recém-formados entram no mercado já obrigados a abrir CNPJ antes mesmo do primeiro plantão.

Sem direitos trabalhistas, milhares de médicos enfrentam jornadas exaustivas, insegurança previdenciária e ausência completa de estabilidade. Há profissionais trabalhando anos seguidos sem férias remuneradas, sem cobertura em caso de afastamento por doença e sem qualquer proteção em situações de maternidade ou incapacidade laboral.

O problema ultrapassa a questão corporativa. A pejotização também afeta diretamente a qualidade da assistência prestada à população.

A lógica empresarial da redução de custos transforma o médico em mera peça operacional dentro de uma cadeia financeira controlada por grupos econômicos. O profissional passa a viver sob pressão de produtividade, metas de atendimento e redução do tempo de consulta. A medicina perde seu caráter humanizado e se aproxima perigosamente de um modelo industrial.

Os grandes grupos econômicos lucram. Os planos de saúde ampliam faturamento. As organizações privadas reduzem encargos. Mas o médico perde segurança, perde autonomia e perde dignidade profissional.

Veja Mais:  Um grande gestor sabe gerir conflitos

O mais grave é que esse modelo vem sendo naturalizado.

Criou-se uma falsa ideia de que direitos trabalhistas seriam privilégios ultrapassados. Não são. São garantias mínimas de proteção humana e profissional.

Defender relações de trabalho dignas não significa negar novas formas de contratação. Significa impedir abusos e preservar condições mínimas para o exercício ético da medicina.

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso entende que o debate sobre a pejotização precisa deixar os bastidores jurídicos e ganhar dimensão pública. A sociedade precisa compreender que precarizar o trabalho médico também significa fragilizar o atendimento à população.

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana