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Nosso dever é proteger!        

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Dra. Patrícia Araújo

No dia 18 maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e adolescentes, mas infelizmente não temos muito a comemorar, apesar de ser de grande valia, ter um dia para lembrar a sociedade da necessidade contínua de proteção à criança e ao adolescente.

A criança como um ser dependente e civilmente incapaz, precisa da guarda, da proteção e da supervisão de um adulto que venha proporcionar a ela, mais que segurança e cuidado, deve cercá-la de amor e de carinho em seu seio familiar, que independente de qualquer situação ou crises que possa estar vivenciando, a família deverá ser o seu porto seguro.

 

A proteção das pessoas menores de idade já veio consagrada na Constituição Federal Brasileira de 1988 em seu artigo 227, onde consta que é dever não só do Estado, mas também da família e da sociedade, garantir meios ao desenvolvimento salutar da criança e do adolescente:, conforme preconiza o caput do art 227 CF:

 

“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

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O ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) estabelece: “É dever de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.

 

A teoria de proteção integral parte da compreensão de que as normas que cuidam de crianças e de adolescentes devem concebê-los como cidadãos plenos, porém sujeitos à proteção prioritária, tendo em vista que são pessoas em desenvolvimento físico, psicológico e moral.

 

É nesse contexto que nos perguntamos se todos esses mecanismos de proteção à criança e ao adolescente estão sendo efetivamente aplicados no país, por que então nossas crianças continuam sendo violentadas?

 

Acontece que, o que mais se tem visto, são crianças totalmente vulneráveis sendo agredidas verbalmente e fisicamente e, abusadas sexualmente, em sua grande maioria, pelos próprios pais, mães, padrastos, madrastas, parentes, vizinhos e amigos, dentro de casa. Assim sendo, justifica-se o aumento de 32% dos abusos desde o início da pandemia em 2020, visto que, por conta dos decretos municipais e estaduais de lockdown, as famílias ficaram mais em casa com as crianças e adolescentes, devido a suspensão das aulas presenciais e as restrições de horários do comércio em geral.

 

Vale ressaltar que, quando uma criança ou adolescente é vítima de violência sexual, compreende-se o abuso sexual, estupro, exploração sexual, exploração sexual no turismo, assédio sexual pela internet e pornografia infantil. Apesar que, muitos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes não são cometidos por pedófilos.

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A pedofilia é classificada pela Organização Mundial de Saúde como uma desordem mental e de personalidade do indivíduo adulto, bem como um desvio sexual que tem como característica a atração sexual direcionada a crianças pré-púberes, ou não. Os pedófilos geralmente são pessoas chegadas da família da criança, por isso, são pessoas acima de qualquer suspeita. São lobos em pele de cordeiros que ficam à espreita para devorar preferencialmente, crianças que possuem pouca supervisão dos pais, crianças tímidas e inseguras, crianças que sentem que não são amadas e queridas e que não tem diálogo em casa. A esses, eles denominam como presas fáceis.

Por isso apontamos a importância do fortalecimento da sociedade chamada família,  pois, cada vez mais se torna necessário que a família e a sociedade venham garantir a proteção, o cuidado e a atenção que esses pequeninos merecem, com base na amizade, no companheirismo e no amor, pois uma criança amada é uma criança que se sente protegida.

Assim como, o poder público cumprir com o seu papel e responsabilidade de tutela a obrigação de amparar e de cuidar da integridade física, da saúde mental e do desenvolvimento das crianças e adolescentes.

 

Diante de tudo que temos visto e ouvido ultimamente, acerca das mais variadas agressões covardes, frias e calculistas, praticadas contra crianças por aqueles que deveriam protegê-las e amá-las, como o recente caso do pequeno Henry Borel, cuja mãe, Monique Medeiros, e o namorado dela, Dr. Jairinho, foram presos e investigados pela morte dele.

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Pergunto: será que não é momento de a sociedade resgatar os valores morais, éticos e espirituais que foram colocados em segundo plano em detrimento da modernidade, do consumismo e da globalização?

 

Dra. Patrícia Araújo é pastora, advogada e secretária municipal do Mulheres Republicanas em Cuiabá. Email: [email protected]

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Os desafios do ensino e o papel do professor na era digital

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Novo educador deve avaliar se o processo de aprendizagem está gerando resultados e identificar em que estágio da jornada de conhecimento está o aluno, na análise de Claudia Costin

Foto Ilustrativa

“Ninguém vai ensinar a pensar se o professor é um mero fornecedor de aulas expositivas”, a reflexão é de Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, no último encontro da Trilha A+ de Conhecimento, série de lives sobre educação e tecnologia promovida pela Plataforma A+ .

No encontro virtual, mediado por Thais Bento e Roberta Bento, da SOS Educação, a especialista debateu a aprendizagem baseada em dados, ao lado do CEO da Plataforma A+, Alexandre Sayão, e destacou que o novo papel do professor deve atuar como um assegurador de aprendizagem, ou seja, reunir informações sobre o impacto da sua atividade. “Ele tem que avaliar se o seu processo de ensino está gerando os resultados desejados e precisa identificar em que estágio da jornada de aprendizagem está o aluno”, defende Claudia.

A educadora explicou ainda que é fundamental analisar criteriosamente os diferentes níveis de aprendizagem das turmas, para que não retrocedam os que estão em estágios mais avançados, e entender como promover evolução igualitária ao longo do processo.

Ainda durante o encontro, Alexandre Sayão reforçou que o desafio é gigante, em especial, neste período pós pandemia. De acordo com o CEO, é preciso definir o propósito da educação, que é educar e garantir a aprendizagem, e entender que caminhos trilhas e como atingir os objetivos. “Os dados indicam se você está na rota certa, ajudam a fazer planejamento mais assertivo, e priorizar a prática pedagógica a partir de evidências concretas e não de achismos, e em um processo contínuo”, afirmou.

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A boa notícia, segundo os especialistas, é que, assim como no varejo, na indústria, e no setor financeiro, o uso de dados na educação avança a passos largos, embora ainda exista um longo caminho pela frente. A tecnologia tem sido grande aliada no processo de captação de dados, otimização e análise de cenários. Em colégios grandes, com 30, 40 alunos, é possível identificar a lacuna de aprendizagem de cada um e intervir de forma eficiente na prática pedagógica.

Claudia Costim reforça que é evidente o trabalho colaborativo entre professores e escola e destaca que mesmo instituições que não possuem tecnologia de ponta, é possível identificar em que etapa cada aluno está, só que é muito mais trabalhoso.

Para a educadora, todas os professores, de escolas ricas e pobres, podem e devem aprender a trabalhar com dados. “Professores de escolas públicas reais, de estados e municípios pobres, como Sobral e Mucambo, no Ceará, se destacaram no IDEB de seus municípios e estados porque aprenderam a trabalhar com dados. Todo educador aprende a trabalhar com dados. É uma questão de formá-lo para isso, de criar um clima favorável para o trabalho colaborativo com base em dados. A partir daí, podemos construir um novo papel para o professor que, certamente, será muito mais valorizado”, avalia.
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Mulheres no comando: pandemia de Covid-19 mostrou importância de lideranças femininas

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Pesquisas apontam que a performance de toda a equipe melhora com mulheres no comando em tempos de crise

Natasha de Caiado Castro

Uma das muitas lições que a pandemia da Covid-19 nos trouxe é a confirmação de que, em tempos de crise, ter líderes mulheres no comando é fundamental. Um estudo realizado pela revista americana “Harvard Business Review” aponta que o sexo feminino demonstra maior eficiência na solução de problemas.

A pesquisa foi realizada em 2020, durante os primeiros períodos da pandemia do novo coronavírus, e afirma que as mulheres mostraram melhor classificação em 13 das 19 competências de liderança consideradas no estudo, com maior destaque no uso das habilidades interpessoais, como colaboração e motivação, para alcançar melhores resultados e contribuir com o engajamento da equipe.

Aqui no Brasil, uma pesquisa feita na FGV, pela mestranda Monique Cardoso, somente com empresas brasileiras, confirma a mesma tendência: a liderança feminina melhora, e muito, o desempenho das companhias. Em geral, das empresas com mulheres líderes, 52% apresentam notas elevadas nos critérios usados pela pesquisadora. Esse percentual cai para 48% entre as empresas totalmente masculinas. Quando a liderança feminina já chegou ao nível de conselho, a diferença é ainda maior: 72% a 24%.

Apesar de um mundo ainda muito desigual em termos de remuneração e de presença feminina em cargos de liderança em todo o mundo, quem trabalha em ambientes liderados por mulheres já percebe que, em momentos de instabilidade, são elas que “seguram as pontas”. A capacidade de gerir muitas atividades ao mesmo tempo, junto com a inteligência emocional, fazem com que consigamos manejar as emoções do time para atravessar tempos difíceis como esse que vivemos nos últimos meses.

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A pandemia da Covid-19 transformou o planeta em muitos aspectos. A ciência avançou como nunca, soluções inovadoras precisaram ser criadas pelo comércio e pelo turismo e, apesar da queda econômica e a crise na saúde, lições importantes também foram aprendidas por todos nós. Uma delas é uma verdade que já sabíamos, mas agora ficou ainda mais evidente: não existem razões que justifiquem a existência dessa disparidade entre homens e mulheres em cargo de chefia.

Chama a mulherada!

Natasha de Caiado Castro é fundadora e CEO da Wish International, especialista em inteligência de mercado, Content Wizard e Investor. Board member da United Nations e do Woman Silicon Valley Chapter

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O que fazer quando não posso promover o meu melhor colaborador?

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Wagner Siqueira

Esta é uma questão decisiva para a construção de um cotidiano motivador na equipe de trabalho. O que fazer quando você tem um subordinado de desempenho excelente, competente, naturalmente ambicioso e, de alguma forma, impaciente em alcançar de imediato posições superiores, mas não há espaços na organização para promoções a curto prazo? A resposta é: desenvolva seu potencial. Aproveite as potencialidades especiais do colaborador para torná-lo especialista de sua equipe em algum aspecto significativo do negócio da organização. Exponha-o às diferentes formas de treinamento em assuntos organizacionalmente relevantes e que ainda não lhe sejam de inteiro domínio. Invista nele, certamente ele vai responder com resultados ainda melhores. Em suma, enriqueça o trabalho dele até que se abram novas oportunidades para promoção. Veja algumas maneiras de fazer isso.

Reduza a supervisão

Libere o colaborador para ampliar crescentemente o controle que exerce sobre as suas atividades e atribuições, por meio da escolha feita por ele próprio da programação e dos métodos de trabalho.

Designe-o gerente de projetos

Caso o colaborador tenha habilidade para tanto, permita que ele supervisione, se necessário sob sua orientação, alguma operação ou um importante programa de responsabilidade do departamento, deixando-o assumir as obrigações gerenciais que normalmente lhe são afetas.

Transforme-o em instrutor

Utilize as suas comprovadas habilidades e competências para promover a orientação e o treinamento de novos funcionários. Talvez ele até possa ensinar os funcionários mais velhos a adquirirem novas capacitações e habilidades.

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No exercício dessas atribuições, o empregado de desempenho excelente também adquire conhecimentos, experiências e habilidades gerenciais que lhe serão de grande valor por ocasião de uma futura promoção.

 Utilize-o como consultor/coach/mentor

Estimule-o a exercer, sob a forma de trabalho complementar eventual, cumulativamente às suas próprias atribuições, a função de apoio em outros departamentos da organização, desde que você perceba que essa forma de colaboração lhes será útil. Peça-lhe ainda que lidere algum projeto ou se empenhe na resolução de algum problema para o qual você não tem encontrado tempo para cuidar.

*Wagner Siqueira é consultor de organização, diretor geral da UCAdm – Universidade Corporativa do Administrador e conselheiro federal junto ao CFA.

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ALMT – Campanha Fake News II

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