Mato Grosso
Nova unidade do Detran tem capacidade para 800 atendimentos ao dia
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran/MT) inaugurou nesta terça-feira (23.10) uma nova unidade com capacidade para 800 atendimentos diários. Localizada no Shopping Estação Cuiabá, na Avenida Miguel Sutil, a unidade oferece todos os serviços relativos à habilitação e veículos, incluindo vistoria veicular.
Segundo o presidente do Detran, José Eudes Malhado, a iniciativa de abrir um posto da autarquia no novo shopping se deu pela necessidade de atendimento à população da região. O Detran possui postos de atendimento, em Cuiabá, nas unidades do Ganha Tempo do CPA e Ipiranga, no Distrito Industrial (Carga Pesada), no Coxipó (Galeria Itália) e na sede da autarquia, no Centro Político Administrativo.
“Com esta unidade, alcançamos três postos de vistoria em Cuiabá. Atualmente, temos o serviço de vistoria na unidade de Carga Pesada, localizada no Distrito Industrial, e na sede do Detran, no Centro Político Administrativo, além de um posto na Ciretran de Várzea Grande. Com mais este posto, totalizamos quatro, onde o cidadão terá a oportunidade de chegar, ser atendido e sair já com o documento veicular em mãos”, destacou José Eudes.

A unidade funcionará das 12h às 18h de segunda a sexta-feira, com oito guichês para atendimento ao público, suporte interno e vistoria.
Os serviços oferecidos são de renovação da Carteira Nacional de Habilitação, emissão da primeira habilitação, Permissão Internacional para Dirigir (PID), adição de nova categoria à CNH, segunda via da CNH, abertura de processo de primeiro emplacamento, transferência de veículos, emissão de certidões, vistoria veicular, serviços de protocolo, dentre outros.
O secretário de Segurança Pública, Gustavo Garcia, lembrou que a nova unidade é a 15ª inaugurada pelo Governo Pedro Taques, em 2018. Em quatro anos de gestão, o Detran inaugurou 35 novos postos de atendimento em todo o Estado.
“A abertura de uma nova unidade mostra nosso compromisso de atender bem ao cidadão. Temos todos os serviços disponíveis com redução do custo, já que o aluguel deste espaço é menor, o que mostra também a preocupação com uma gestão eficiente”, pontuou Garcia.

Remanejamento
Servidores e equipamentos utilizados na nova unidade são oriundos do remanejamento da unidade que antes funcionava na Avenida Fernando Corrêa, no Coxipó. O posto de atendimento encerrou as atividades na última sexta-feira (19.10), por falta de interesse do proprietário em manter o contrato de aluguel pelo valor de R$ 13 mil mensais.
Com a mudança para o Shopping Estação Cuiabá, o aluguel do espaço de atendimento e vistoria custará ao Detran R$ 6,5 mil por mês.

Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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