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O Pacto de Barretos
A Aritmética da Direita para Conquistar o Planalto em 2026
A tradicional Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, foi além da arena de rodeio, na noite de sábado (23).

Ilson Galdino, advogado e servidor-público municipal
O evento se transformou em vitrine política, reunindo três governadores de peso da direita brasileira: Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (Minas) e outros líderes regionais que começam a desenhar o tabuleiro eleitoral para 2026.
Caiado foi o primeiro a discursar. Em tom crítico ao PT e à esquerda, projetou o futuro com confiança: um de nós vencerá a eleição presidencial do ano que vem e ocupará o Palácio do Planalto.
A fala não ficou restrita a críticas. Caiado apresentou uma estratégia aritmética, a tese é ousada e contraintuitiva: para vencer, a direita precisa primeiro se dividir.
Ou seja, prevê o lançamento de múltiplos candidatos ao Palácio do Planalto. A lógica é simples, cada governador, com forte aprovação em seu Estado, atuaria como um puxador de votos regional, fragmentando a disputa no primeiro turno e impedindo que um adversário isolado se consolide como liderança nacional.
O mais bem colocado entre eles avançará para o segundo turno, momento em que receberá o apoio unificado dos demais.
A ideia é transformar a diversidade de nomes em vantagem estratégica, primeiro, a tática evita uma guerra interna na direita desgastante e prematura pelo posto de herdeiro do capital político conservador.
Segundo, multiplica a presença da direita, no cenário eleitoral e nos debates, difundindo suas pautas em diferentes vozes.
Por fim, unifica recursos financeiros e políticos para uma batalha final, um segundo turno mais coeso e potente contra o adversário mais forte, que hoje se desenha como o atual Presidente.
É uma tentativa de redesenhar o tabuleiro político, trocando a polarização direta por uma estratégia de cerco, onde a união de forças ocorreria apenas no momento decisivo.
Se no papel a estratégia soa promissora, na prática ela esbarra em um fator central: o eleitorado. Eles não combinam com o eleitor, especialmente aquele que não se prende a polos ideológicos e foi decisivo nas últimas eleições presidenciais.
Este eleitor mais moderado, silencioso, mas determinante, tende a avaliar o desempenho do governo em exercício e não transfere votos automaticamente. Em outras palavras, união entre líderes políticos não garante união nas urnas.
O perigo é que essa manobra seja percebida não como uma união por princípios, mas como um vale-tudo pelo poder, gerando desconfiança.
Uma briga intensa no primeiro turno, seguida de um abraço de conveniência no segundo, pode soar falso e afastar justamente quem eles mais precisam conquistar, o eleitor de centro.
O tiro, nesse caso, pode sair pela culatra e paradoxalmente, fortalecer o adversário a ponto de uma vitória já no primeiro turno.
O Pacto de Barretos foi lançado, mas sua eficácia será testada não nas arenas de rodeio, e sim nas urnas silenciosas de 2026.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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