Saúde
O que fazer quando o parceiro tem pênis pequeno?
Imagine que você está em um momento íntimo com um homem que você gosta e a situação está indo muito bem. Entretanto, quando chega na hora H, o seu parceiro tem o “documento” pequeno, será que a situação tem jeito?
Segundo a sexóloga Paola Giacomoni, o tamanho do órgão masculino não é algo relevante para a qualidade do sexo. A especialista explica que essa questão está mais ligada a um imaginário criado em relação ao membro, muito mais significativa para os homens do para as mulheres. Ela também ressalta que a relação sexual não se limita à penetração.
“A preocupação com o tamanho do pênis está mais relacionada ao culto que se criou em torno dele, sendo uma preocupação mais masculina do que feminina. O canal vaginal tem em média de 10 cm a 15 cm, aumentando de tamanho durante a excitação, e seu ponto principal de prazer fica logo na entrada do canal vaginal, portanto mesmo um pênis pequeno pode dar prazer à mulher. Mas, não podemos esquecer de que sexo não se resume à penetração, o clitóris é o órgão principal do prazer feminino e ele pode ser estimulado como preliminar, ou durante a penetração e a mulher poderá chegar ao orgasmo independentemente do tamanho do pênis do parceiro”, diz Giacomoni.
O que fazer quando o pênis é pequeno?
Como apontado pela sexóloga, a penetração não é a única forma de a mulher ter prazer sexual. Paola destaca as preliminares e os estímulos físicos como meios de satisfação, essenciais para um sexo de qualidade para as mulheres, independentemente do tamanho do órgão do parceiro dela.
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“Estímulos por todo o corpo são fundamentais para que a mulher se sinta excitada e se entregue ao ato sem ligar para o tamanho do pênis. O parceiro pode se concentrar na região clitoriana, pode fazer um bom sexo oral, pode investir em preliminares. A mulher precisa estar inteira e entregue ao momento para que se sinta feliz, desejada e alcance com mais facilidade o clímax da relação, e isso não tem nada a ver com tamanho do membro masculino. Mas, se ainda assim, achar que o tamanho é crucial, prefira qualquer posição que o homem consiga fazer uma introdução profunda, como, por exemplo, a mulher sentada por cima do homem, onde o movimento é mais controlado pela mulher do que pelo homem”, sugere a sexóloga.
A profissional também enfatiza que ter um diálogo aberto e sem restrições com a pessoa com quem você escolhe fazer sexo é algo fundamental. Pois esse momento é algo muito íntimo para os envolvidos e que a intimidade começa pelo diálogo.
Saúde
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Artigos
Como tratar infecção urinária de repetição em mulheres?

Dr. Walid Khalil
Muitas mulheres têm infecção urinária de repetição que é quando o fato ocorre mais do que três vezes em um ano ou mais do que duas vezes num período de seis meses.
Pode acometer homens, mas geralmente as mulheres que mais são afetadas por conta da uretra que é mais curta que a do homem facilitando a proliferação de bactérias.
Mas o que causa isso? Fatores como :
Menopausa, por causa do ressecamento vaginal e da diminuição dos hormônios;
Períodos de maior frequência de relações sexuais;
Constipação intestinal recorrente;
Bexiga caída
Uso de espermicidas;
Incontinência urinária;
Diabetes;
Passar horas sem urinar, segurando a urina.
SINTOMAS
Dor na região inferior do abdome (pélvica), ardência ao urinar, urgência miccional e aumento na frequência das micções com pouco jato de urina.
Mas vale um alerta, se com esses sintomas o paciente tiver febre pode significar uma infeção grave, ou seja que chegou aos rins(pielonefrite).
DIAGNÓSTICO
Além dos sintomas identificáveis é necessário fazer exames de sangue, de urina simples e a cultura de urina para avaliar a infecção e a bactéria causadora. Assim é feito o tratamento com o antibiótico adequado.
Mulheres na menopausa com infecção urinária de repetição devem tratar o ressecamento vaginal para regular a flora vaginal, o que ajuda na redução das infecções recorrentes.
Em caso de infecções urinárias pós relações sexuais é importante o médico avaliar a necessidade de se usar antibiótico profilático para evitar as infecções de repetição.
Também é indicado uso de probióticos para melhorar a flora vaginal e intestinal. A imunoterapia atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater bactérias como a Escherichia coli, reduzindo a frequência das crises e a necessidade de uso contínuo de antibióticos e que potencializa o funcionamento do sistema imunológico o que ajuda impedir novas infecções por bactérias.
ATITUDES PREVENTIVAS
Higienização correta da região genital após urinar, evacuar e depois das relações sexuais;
Tomar bastante água;
Não segurar a urina por muito tempo;
Tratar adequadamente condições como o ressecamento vaginal após a menopausa;
Manter uma alimentação equilibrada rica em frutas e legumes para garantir o funcionamento do intestino; beber bastante água, evitar relação vaginal após anal;
Fazer profilaxia com antibiótico após relação sexual.
Vale lembrar que a qualquer sintoma, é importante procurar um médico para relatar o que está acontecendo para fazer o diagnóstico certo e indicar o tratamento adequado.
Dr. Walid Khalil é Doutor em Urologia e especialista em Andrologia e Urologia Clínica e Cirúrgica – CRM-MT 5689 – RQE 26526, atende na Clínica UROLASER em Cuiabá
Saúde
No mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção

Dr.Felipe Rodrigues
O Junho Verde é o mês internacional de conscientização da escoliose. A campanha tem o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com especialistas, a escoliose se desenvolve de forma sutil e, na grande maioria das vezes, não causa dor imediata. Em crianças, pais e educadores físicos devem prestar atenção à falta de simetria, principalmente em ombros, quadris e costelas.
Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna, Felipe Rodrigues, a escoliose tem tratamento cirúrgico, mas este é limitado a poucos casos, pois não são todos os pacientes que têm indicação para cirurgia. “A maior indicação é a prevenção dessa escoliose. Desta forma, fica um alerta para os pais, para os professores na escola e para os educadores físicos, para observarem se há uma assimetria no ombro, no quadril ou uma costela mais saliente. E também o que chamamos de gibosidade, que é aquela paciente com uma corcundinha um pouco mais avantajada. Assim, esta criança tem a indicação para fazer um exame e acompanhamento médico no tempo de crescimento ósseo, que é a cada 6 meses com raio-X e outros exames”, explicou.
Além da prevenção e do reforço da conscientização do Junho Verde por meio das sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade de Escoliose, Felipe Rodrigues ressalta que ainda há uma ausência de participação a ser preenchida pelo setor público. “Sentimos um pouco de falta de um auxílio público por parte das prefeituras, de levar para as escolas esta conscientização, de ter esse acompanhamento, porque isso pode evitar casos mais graves. Se essa escoliose não for tratada e identificada corretamente com o passar do tempo, ela pode ficar muito grave, correndo risco até de vida”, destacou.
Ainda neste ponto de uma maior participação da saúde pública municipal, o especialista explica que exames simples em épocas diferentes do ano escolar podem fazer a diferença quando falamos em prevenção. “É possível desenvolver um programa para que tenhamos esse acompanhamento, um olhar para as crianças em idade escolar. Por exemplo, toda vez que forem fazer uma matrícula, no começo do ano e no meio do ano, ou quando forem fazer a rematrícula numa escola, fazer uma avaliação, que é um exame muito simples: a criança vai ficar de pé, com um top para as meninas ou sem camiseta para os meninos, e eles vão fazer um exercício de flexão. Se aparecer essa gibosidade ou uma assimetria de ombros e quadril, a gente já pode pedir alguns exames e determinar se o paciente tem escoliose ou não”, explicou.
Por fim, o médico reforça que a escoliose é uma doença silenciosa, na maioria das vezes sem indicação cirúrgica. Mas, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica, é um procedimento complexo. Para não chegarmos a esses casos extremos, com a prevenção, o acompanhamento de um especialista e exercícios, a qualidade de vida das pessoas com escoliose é melhorada consideravelmente.
Os três tipos de Escoliose:
Escoliose Idiopática: É um tipo de escoliose que vai progredindo e não possui uma causa definida. Ela se desenvolve conforme o crescimento ósseo da criança — sendo mais frequente em meninas a partir da menarca (primeira menstruação), por volta dos 10 a 11 anos de idade.
Escoliose Congênita: É aquela com a qual o indivíduo já nasce, decorrente de alguma malformação óssea na estrutura da coluna durante a gestação.
Escoliose do Adulto: Este tipo surge mais pelo desgaste natural do corpo. É mais comum em pacientes de idade mais avançada e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.
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