Mato Grosso
Operação policial leva música à Praça Alencastro e chama atenção da população
O 1º Comando Regional de Polícia Militar lançou na noite desta sexta-feira (05), a ‘Operação 300’, uma ação que durante todo o fim de semana levará reforço policial às ruas de Cuiabá com foco na prevenção e repressão a roubos e furtos de veículos.
No lançamento, que ocorreu na Praça Alencastro, centro da Capital, a Banda da Polícia Militar homenageou os 300 de Cuiabá (que faz aniversário no dia 08) apresentando uma retreta com canções regionais e clássicos nacionais e internacionais. Entre as letras conhecidas do rasqueado cuiabano os músicos tocaram ‘Pixé’, de autoria do poeta Moisés Martins, e arrancaram aplausos do público.
Quem passava pela praça parou e quem mora na região desceu dos prédios para assistir à apresentação. A comerciária Maria Antônia Oliveira, 45, moradora do bairro Tijucal, já estava indo para casa depois de uma “semana puxada”, como ela mesma definiu, mas parou para ouvir. “Nossa! Que jeito bom de terminar uma semana de muito trabalho, com música de qualidade”, elogiou.
A ‘Operação 300’ está nas ruas com reforço de policiais da Força Tática, da Rotam e do Trânsito para fazer bloqueios, blitz e outras modalidades de policiamento. Veículos e pessoas estão sendo revistadas e passando por checagem junto aos sistemas de queixas de crimes e mandados de prisão.
O comandante do 1º CR, coronel Wankley Rodrigues, explicou que essa operação vai atuar de maneira preventiva e repressiva em todas as regiões de Cuiabá, porém tem pontos nos quais essa atuação será mais intensa, especialmente onde nos últimos dias aconteceu elevação dos índices de roubo e furto de veículos.
Rodrigues destacou que a operação se estenderá por todo o final de semana. O nome ‘Operação 300’ é uma homenagem à capital mato-grossense. “Sempre trabalhamos visando levar aos cidadãos um sentimento de segurança para que possam se sentir melhor quando estão em casa ou nas ruas indo para o trabalho ou passeio”, observou o comandante do 1º Comando Regional de Cuiabá.
Autoridades civis e militares e empresários prestigiaram o lançamento, entre eles o secretário municipal de Ordem Pública, coronel Leovaldo Sales.

Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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