Mato Grosso
Ouvidoria e CAC da Politec realizaram mais de 7 mil atendimentos em 2018
A Ouvidoria Setorial da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou 7 mil atendimentos via e-mail, pelo canal telefônico ou presencialmente em 2018, por meio da Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). Já no Sistema Fale Cidadão, da Ouvidoria Geral do Estado, a Politec efetuou 258 atendimentos, entre solicitações, informações, reclamações, denúncias e elogios.
Dentre os tipos de solicitações, a Ouvidoria verificou que as demandas mais recorrentes são de solicitação de prioridade na expedição de documentos de identidade; informação sobre o prazo de entrega na Carteira de Identidade; solicitação de andamentos de laudos periciais, entre outros.
Todos os dados constatados foram descritos em um relatório produzido pela Ouvidoria Setorial e servirão como ferramenta gerencial para o aprimoramento das rotinas de trabalho na instituição. Segundo a ouvidora da Politec, Ana Elisa Sebba, um dos papeis da ouvidoria é ouvir e dar voz ativa aos clientes-cidadãos na instituição, na adoção de atitudes de prestação de serviços voltada ao judiciário e aos cidadãos, contribuindo para a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos usuários.
A Ouvidoria da Politec possui diferentes canais de comunicação, entre eles o atendimento telefônico, no número (65) 3613-1253, pela Central de Atendimento ao Cidadão (0800 647 8987), via email ([email protected]), e presencialmente na sede da Politec. Também a partir do sistema Fale Cidadão, cujo acesso é feito por meio do ícone da ouvidoria no site www.politec.mt.gov.br. Este espaço é reservado ao cidadão para manifestação de denúncias, reclamações, solicitações de informações, elogios e sugestões.
Pesquisa de satisfação
A pesquisa de Satisfação implantada pela Ouvidoria Setorial da Politec com a cooperação da Superintendência de Tecnologia da Informação da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) recebeu 10.888 respostas de questionários enviados automaticamente via SMS aos celulares cadastrados no Sistema SIC da Diretoria Metropolitana de Identificação Técnica (DMIT).
O formulário é composto por cinco perguntas que pretendem avaliar o nível de satisfação dos usuários dos serviços da DMIT com o atendimento realizado nos postos de identificação próprios e conveniados. A realização da Pesquisa de Satisfação ocorreu no período de 01/01/2018 a 26/12/18.
No quesito atendimento do servidor no posto de identificação, 67,5% dos usuários consideraram “ótimo”, e 25,1% como “bom”. Sobre o tempo de espera para ser atendido no posto de identificação, 40,4% avaliaram como “ótimo” e 34,4% como “bom”. A respeito do local de atendimento, 50,35% dos usuários consideraram “ótimo”, e 35,2% “bom”. Quanto ao prazo para a conclusão da carteira de identidade, 43,3% classificaram como “ótimo” e 28,9% como “bom”.
O número de pessoas que responderam à pesquisa corresponde a aproximadamente 10% do total de atendimentos realizados pela Diretoria Metropolitana de Identificação Técnica em todo o estado de Mato Grosso.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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