Mato Grosso
Ouvidoria passa a atender também pelo WhatsApp
A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) disponibilizou ao cidadão mais um canal de atendimento da Rede de Ouvidorias do Governo de Mato Grosso. Agora, a Ouvidoria do Estado conta com o aplicativo WhatsApp para o recebimento de denúncias, reclamações, sugestões e elogios. O lançamento do chamado Ouv-Zap foi realizado nesta sexta-feira (15.03) como parte da programação alusiva ao Dia do Ouvidor, oficialmente celebrado em 16 de março.
O novo canal funciona pelo número (65) 98476-6548 e, com exceção de chamadas telefônicas, todas as funcionalidades poderão ser utilizadas, seja por meio de mensagens de texto, áudios, fotos ou vídeos. Após o recebimento da demanda pelo WhatsApp, a Ouvidoria fornecerá como resposta o número de protocolo para o acompanhamento da demanda no sistema Fale Cidadão.

O secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida, argumentou que a Ouvidoria não poderia mais ficar fora do WhatsApp, já que 70% dos brasileiros têm acesso à internet pelo celular e que o Brasil já tem mais de um smartphone ativo por habitante.
“Agora, em qualquer lugar, a qualquer momento, durante 24 horas por dia, o cidadão poderá acionar a Ouvidoria e enviar fotos, vídeos e áudios, inclusive, no exato momento da ocorrência dos fatos”, destacou.
Segundo o secretário-controlador, a disponibilização do Ouv-Zap é mais uma forma de facilitar o contato do cidadão com o Governo de Mato Grosso e fomentar o controle social como auxílio ao controle interno.
“Sozinho, o controle interno não consegue ver tudo, alcançar tudo. É preciso a soma de esforços do controle interno e do controle social. Até porque o cidadão tem conhecimento de causa sobre a prestação dos serviços públicos e pode ajudar com propriedade os gestores a melhorarem as políticas públicas, de acordo com os legítimos anseios e necessidades da população”, disse.

A disponibilização do novo canal é resultado da diretriz estratégica da CGE de empoderamento da Ouvidoria do Estado. “A ideia é construir um modelo no qual a Ouvidoria seja a defensora do povo. A CGE quer cada vez mais estruturar as ouvidorias setoriais para que sejam, de fato, o elo da administração pública com o cidadão em demandas específicas e coletivas, sempre fazendo a defesa da boa administração e das boas práticas”, pontuou o superintendente de Ouvidoria da Controladoria, Vilson Nery.
Na manhã desta sexta-feira (15.03), ouvidores setoriais estiveram na Praça Alencastro, em Cuiabá, para uma panfletagem acerca do novo canal e das demais formas de atendimento. A ação envolveu ouvidores das seguintes instituições: Meio Ambiente (Sema), Saúde (SES), Educação (Seduc), Segurança Pública, Justiça e Administração Penitenciária (Sesp), Planejamento e Gestão (Seplag), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Infraestrutura (Sinfra), Departamento de Trânsito (Detran), Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e Polícia Civil, além da Defensoria Pública, como órgão parceiro.
Outras formas de acesso
A Ouvidoria do Estado de Mato Grosso está organizada em rede, ou seja, as ouvidorias de cada órgão e entidade estão interligadas pelo mesmo sistema eletrônico (Fale Cidadão) para registro das manifestações da sociedade e seguem diretrizes comuns de atuação estabelecidas pela CGE.
Além do WhatsApp, as demais formas de contato com a Ouvidoria continuam funcionando normalmente: discagem gratuita pelo 0800-647-1520, ligação local pelo número 162 e registro pelo endereço www.ouvidoria.mt.gov.br/falecidadao (redirecionamento está disponível em todos os sites dos órgãos). Tem também o aplicativo “MT Cidadão”, que pode ser baixado gratuitamente no http://www.mtcidadao.mt.gov.br.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Artigos16/07/2026 - 18:02Quando perder músculo também ameaça o cérebro
-
Rondonópolis16/07/2026 - 16:2852ª Exposul contará com quatro dias de ciclo de palestras técnicas gratuitas
-
Nacional16/07/2026 - 15:10Pressão por resultados no Enem gera síndrome do desempenho e compromete a saúde de estudantes
-
Mato Grosso16/07/2026 - 16:50Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Agro News16/07/2026 - 15:14Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão
-
Mato Grosso16/07/2026 - 17:27Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
-
Nacional16/07/2026 - 17:46A categoria petroleira reage a novo tarifaço dos EUA imposto unilateralmente ao Brasil
-
Agro News17/07/2026 - 08:52Fim da moratória da soja pode aumentar a destruição da Amazônia em 1,4 milhões de hectares nos próximos 10 anos, mostra artigo da Science








