Mato Grosso
Parceria entre TCs e STN busca fomentar transparência na gestão fiscal
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| Conselheiro vice-presidente e membro da diretoria da Atricon, Luiz Henrique Lima |
A busca pela transparência da gestão fiscal por parte dos entes governamentais é um objetivo constante dos Tribunais de Contas e que levou, em março do ano passado, à assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Instituto Rui Barbosa (IRB) e Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão ligado ao Ministério da Fazenda. O acordo, do qual o TCE-MT é um dos 23 signatários, tem por finalidade fomentar essa transparência, por meio de uma parceria entre os órgãos de controle externo (TCs) e o de regulação (STN/MF).
Nesta semana, nos dias 6 e 7 de fevereiro, será realizada na sede do Instituto Serzedello Corrêa, a escola de gestão do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, a segunda reunião para discutir os termos do acordo de cooperação. O que a parceria pretende é reduzir as divergências entre as informações inseridas pelos entes governamentais no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), do governo federal, e aquelas prestadas aos Tribunais de Contas, como prevê a Constituição. Também que a colaboração entre as instituições reduza os custos com as ações de controle e regulação.
Outro tema importante da reunião é a harmonização dos conceitos e procedimentos das normas que tratam da execução orçamentária, financeira e patrimonial, de contabilidade pública e de gestão fiscal, entre os entes governamentais de todo o país; assim como a troca de informações entre as instituições participantes do acordo. Tanto a ação de controle dos Tribunais de Contas quanto a de regulação da STN têm como referência a Lei Complementar nº 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
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| Secretário-geral de Controle Externo, auditor Volmar Bucco | Secretário-chefe da Secretaria de Controle Externo de Receita e Governo, auditor Joel Bino do Nascimento Júnior |
O conselheiro vice-presidente e membro da diretoria da Atricon, Luiz Henrique Lima, o secretário-geral de Controle Externo, auditor Volmar Bucco, e o secretário-chefe da Secretaria de Controle Externo de Receita e Governo, auditor Joel Bino do Nascimento Júnior, representarão o TCE-MT no evento. Luiz Henrique Lima adianta que a reunião também deverá abordar a situação fiscal dos seis Estados que decretaram estado de calamidade financeira, entre eles Mato Grosso.
Grupos de trabalho
Na primeira reunião realizada em decorrência do termo de cooperação, no mês de outubro de 2018, durante o VI Congresso Internacional de Controle Externo e Políticas Públicas, foram criados oito grupos de trabalho formados por técnicos da STN e Tribunais de Contas, para concretizar os objetivos do acordo. O secretário-geral de Controle Externo do TCE-MT, Volmar Bucco, participa do GT1, que trata da Harmonização de Conceitos e Procedimentos de Gestão Fiscal. O auditor Joel Bino do Nascimento está no GT2, que discute a Matriz de Saldos Contábeis e Compartilhamento de Dados.
A coordenação dos trabalhos do Termo de Cooperação Técnica ficará por conta de representantes dos órgãos partícipes. São eles: Gildenora Batista Dantas Milhomem, subsecretária de Contabilidade Pública da STN; Celmar Rech, conselheiro e vice-presidente do TCE-GO, pela Atricon; e Ivens Zschoerper Linhares, pelo IRB.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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