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Mato Grosso

Passado e presente se encontram nas ruas e avenidas de Cuiabá

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Festiva, Cuiabá não é mais nenhuma menina. Às vésperas de completar 300 anos de história, a acolhedora Cidade Verde carrega características de uma metrópole complexa, hoje com mais de 600 mil habitantes. A 20ª capital mais populosa do país, ocupa a 92ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). 

Suas ruas e avenidas movimentadas apresentam sintomas de uma capital do século 21, com trânsito carregado e abstruso. Mas nem sempre foi assim. A pacata Cuiabá Colonial era muito mais simples, claro, a julgar pelas suas poucas ruas onde trafegavam pedestres, cavalos e carroças. Com o tempo, as ruas foram modernizadas e ganharam novos nomes, mas mantiveram suas histórias graças a importantes guardiões da memória.

Mas será que você saberia dizer quais são os nomes originais de algumas das principais vias de nosso Centro Histórico? E quais histórias fantásticas elas carregam? Com a ajuda do professor Aníbal Alencastro, garimpamos algumas curiosidades que deram a nossa malha urbana um rico arcabouço histórico, repleto de causos e mistérios.

Rua de Cima

Provavelmente você já passou por lá. A famosa Rua de Cima, da Cuiabá Colonial, abrigava as melhores casas da província. Talvez por ostentar o privilégio de situar-se no ponto mais alto, em relação as outras ruas da época, lá foram construídas casas e sobrados imponentes, assumindo assim sua panca aristocrata, trocando o nome para Rua Augusta.

Mas também já foi chamada de Rua das Trepadeira, por causa das plantas ornamentais que enfeitavam muitas residências da época e, mais tarde, Rua Onze de Julho, em alusão ao Combate do Alegre, de 1867.

É de lá o registo do mais importante evento cívico da “Cuiabá de antigamente”, a instalação da Assembleia Legislativa Provincial, no velho Casarão da Rua Augusta, esquina com a travessa da Assembleia, hoje Rua Campo Grande. Já sabe de qual rua estamos falando?

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Mais uma dica. Foi lá que em 28 de agosto de 1835, o presidente da província, coronel Antônio Pedro de Alencastro enviou à Assembleia o Decreto de Lei n°16, mudando definitivamente a capital de Vila Bela da Santíssima Trindade para Cuiabá.  “Hoje, a antiga Rua de Cima é conhecida como Rua Pedro Celestino, em reverência ao ilustre farmacêutico que governou o Estado de Mato Grosso entre 1908 e 1922”, conta o professor Aníbal.

Rua de Baixo

Rua Galdino Pimentel (Rua de Baixo), gravura de Moacyr Freitas

Na primeira descrição do sítio urbano de Cuiabá, lá em 1723, já constava a Rua de Baixo, originalmente chamada de Rua do Oratório por causa das rezas e orações comuns naquele lugar. Não por acaso, mais tarde, lá foi erguida a Igreja do Senhor dos Passos. Mas nada é tão simples quanto parece.

Foi na Rua de Baixo que surgiram os mais intrigantes causos da província. Aníbal Alencastro conta que, certa vez, um português de nome José Manuel, faleceu de causas naturais e, logo após o velório, voltou dos mortos, como um milagre. “Na verdade, José Manuel sofria de uma estranha doença, catalepsia, que o deixava inerte como morto, após uma crise. O que se conta é que o homem conseguiu acordar e sair da sepultura, logo após seu funeral. Isso causou pânico e terror em todos os moradores, que desconheciam a doença”.

E foi por conta desse “milagre” que o português que voltou do mundo dos mortos mandou edificar, às suas próprias custas, no mesmo local do oratório da Rua de Baixo, a Igreja do Senhor dos Passos.

Igreja essa que guarda muitos mistérios. Foi lá, no século 19, que surgiu a lenda do Totó Onça, um ermitão que se isolou na torre da igreja porque carregava uma deficiência física nas costas. Essa história lhe é familiar?

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“Totó Onça permanecia quase todo o tempo na torre da igreja, junto aos sinos, os quais ele comandava no momento das horas. Um curioso fato que tinha uma certa semelhança com o famoso romance de Victor Hugo, ‘O Corcunda de Notre Dame’, lembrando a figura do personagem ‘Quasimodo’”, conta.

Hoje, a antiga Rua de Baixo é uma das mais tradicionais da capital. Ela é composta por dois trechos importantes, Rua Galdino Pimentel e Rua Sete de Setembro. Vale ressaltar que Galdino Pimentel foi presidente da província mato-grossense, em 1885 e Sete de Setembro, em referência a independência do Brasil.

Rua do Meio

Os fundos da Rua de Cima e os fundos da Rua de Baixo deram origem a Rua do Meio. Isso porque a união dos quintais dos dois principais caminhos da Cuiabá Colonial, serviam de passarela para os negros escravos, proibidos de entrar pela porta da frente.

Eram os escravos os encarregados de levar água das bicas ou do córrego da Prainha para as casas dos senhorios, cujo acesso era pelos fundos, criando assim uma passagem natural entre as duas ruas maiores. Surgiu então a Rua do Meio, uma estreita ruela, também conhecida à época como Rua das Pretas.

Com início no Largo da Matriz, prolongando-se até o Largo da Mandioca, a Rua do Meio, ou das Pretas, hoje é conhecida como Rua Ricardo Franco. Entretanto, nos dias atuais, ainda há quem a chame pelo seu nome original, Rua do Meio.

E foi na Rua do Meio, ou melhor, na Ricardo Franco que nos anos 1950, se instalaram por lá personalidades da cuiabania. “Lá viviam Mário Vieira e seu jornal falado Bandeirantes no Ar, da Rádio Clube Voz D’ Oeste; o inesquecível Foto Chau; Lúcio dentista, pai de Ivo de Almeida, o eterno locutor esportivo das rádios cuiabana; e o memorável Álvaro alfaiate”, recorda Aníbal.

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Ah, o nome da Rua Ricardo Franco é uma justa homenagem a um destemido engenheiro militar português que aqui chegou em 1780 para trabalhar na demarcação dos limites entre as fronteiras do Brasil português e a parte espanhola. “Ricardo Franco casou-se com uma índia e nunca mais voltou a sua terra natal”, conta.   

Rua Bela do Juiz

Rua Bela do Juiz, gravura de Moacyr Freitas

De tempos em tempos, a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá era visitada por um juiz de fora que vinha de outro condado para julgar casos de homicídio e conflitos sociais. Como autoridade máxima da justiça luso-brasileira, o magistrado hospedava-se na melhor casa daquela ruela, que à época, não tinha um nome definido. Alguns a chamavam de “caminho para o Porto” e outros de “Cruz das Almas”.

Durante uma dessas visitas ao vilarejo, o juiz acabou se apaixonando por uma linda cuiabana, residente na mesma rua em que se hospedara. Acontece que a moça já tinha um pretendente, aí o estrago foi grande. Em resumo, a história virou um escândalo e toda a vila ficou sabendo. O juiz, envergonhado, partiu para nunca mais voltar e a moça ficou conhecida como a bela do juiz. Daí saiu o nome da rua, que nos tempos atuais é conhecida como Treze de Junho, situada no centro antigo de Cuiabá.

A Rua Treze de Junho, que nasce na Praça da República e vai até o bairro do Porto, nas proximidades do Rio Cuiabá, é uma bela homenagem a data que comemora a retomada de Corumbá, em 1867, na época do Mato Grosso Uno, pelo então Coronel Antônio Maria Coelho.

“Até os anos 1960, foi o principal acesso entre a cidade e o porto, antes do aparecimento da Avenida Coronel Duarte. Foi lá que surgiu a primeira linha de bondinhos, em 1891, instalado pela Companhia Progresso, considerado o primeiro transporte coletivo de Cuiabá ”, explica o professor Aníbal.

Mato Grosso

Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

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A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.

Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.

“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.

A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.

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Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.

Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.

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A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.

Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.

Fotos: Josi Dias | TJMT 

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Mato Grosso

Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos

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O Núcleo da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) em Juscimeira (161 km de Cuiabá) garantiu que uma pequena propriedade rural de menos de 36 hectares utilizada para agricultura familiar por um casal de idosos não pode ser penhorada. O imóvel estava prestes a ser leiloado judicialmente, o que obrigaria a família a sair do local onde residem.

Tudo começou no ano de 1997 quando E.P.C. foi avalista de um empréstimo realizado por um amigo em uma nota de crédito rural no valor de R$ 10.338 junto a um banco. Devido ao não pagamento da nota de crédito, o banco propôs uma ação de cobrança judicial contra o devedor e E.P.C., que, mesmo sem ser o devedor real, teve o seu único imóvel rural penhorado.

Com o objetivo de retirar a penhora, o defensor público Denis Thomaz Rodriguez demonstrou no processo que o imóvel era o único bem de propriedade de E.P.C., de 79 anos de idade. O local onde ele e a esposa desenvolvem atividade agrícola de subsistência com a criação de gado leiteiro e cultivo da terra para sustento próprio, possui uma área de 36,30 hectares, o que, de acordo com os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), corresponde a menos de um módulo fiscal rural.

O módulo fiscal rural é uma unidade de medida agrária, expressa em hectares, definida pelo Incra para cada município brasileiro. Ele representa a área mínima que uma propriedade precisa ter para que sua exploração seja economicamente viável e sustente uma família. Em Juscimeira, um módulo fiscal corresponde a 60 hectares.

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“O imóvel estava na iminência de ser avaliado e levado a leilão judicial, o que significaria a perda definitiva do lar e da fonte de renda da família. A Constituição Federal garante que a pequena propriedade rural, desde que trabalhada pela família, não pode ser penhorada para pagamento de dívidas. Essa proteção é um direito fundamental indisponível”, explica o defensor.

Para que a pequena propriedade rural seja protegida contra penhora é necessário comprovar dois requisitos cumulativos. O primeiro é o critéria de tamanho, quando a área do imóvel deve ser de até quatro módulos fiscais do município onde se localiza. O segundo é o da exploração familiar, ou seja, o imóvel deve ser trabalhado diretamente pela família, servindo como fonte de subsistência, ainda que complementar a outras rendas, como aposentadoria.

A decisão proferida pelo juiz da Vara Única de Juscimeira, Alcindo Peres da Rosa, reconheceu os argumentos apresentados pela DPEMT e determinou a retirada imediata da penhora do imóvel. “O imóvel do executado, com 36,30 hectares, representa apenas 0,605 do módulo fiscal, enquadrando-se, com folga, no conceito legal de pequena propriedade rural. Quanto ao requisito do trabalho familiar, os documentos juntados são consistentes. Os resumos de pagamento de leite comprovam a existência de atividade produtiva contínua (pecuária leiteira) no imóvel. (…) Com tais considerações, e com fundamento no artigo 5º, inciso XXVI, da Constituição Federal, e no artigo 833, inciso VIII, do Código de Processo Civil declaro a impenhorabilidade do imóvel rural”, diz trecho da decisão assinado na última terça-feira (14).

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Para Denis Thomaz Rodrigues, a decisão não só beneficiou o casal de idosos que estava prestes a perder o único bem familiar, mas, ao reconhecer que o im´óvel não podia ser penhorado, o juízo abriu um precedente para que produtores rurais da região se sintam mais tranquilos para produzir em suas terras.

“O município de Juscimeira possui grande extensão territorial e centenas de propriedades rurais de pequeno porte, muitas delas trabalhadas por famílias de agricultores que tiram da terra o seu sustento. É comum esses produtores, por solidariedade familiar ou desconhecimento das consequências jurídicas, assinem como avalistas ou fiadores em financiamentos rurais de parentes e vizinhos. Quando o devedor principal não paga, o banco pode buscar a penhora dos bens do avalista, incluindo o imóvel rural onde a família vive e trabalha. A decisão proferida neste caso confirma que a lei protege a pequena propriedade rural familiar contra qualquer tipo de penhora, independentemente da origem da dívida ou da condição do proprietário como devedor principal ou garantidor”, diz o defensor.

Por Paulo Henrique Fanaia
16 de Julho de 2026 – 16:08
Foto: Janaiara Soares

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Mato Grosso

Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor

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O Sebrae/MT atua com consultorias, capacitações e eventos para promover o crescimento das empresas que integram todo o ecossistema do turismo

Foto-Assessoria

 
Nos primeiros seis meses de 2026, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) realizou mais de 55 mil atendimentos voltados ao setor de turismo, beneficiando 14.963 clientes. A maior parte foi destinada aos microempreendedores individuais (MEI), com 8.228 atendimentos, seguido das microempresas (ME), com 5.507 e pelas empresas de pequeno porte (EPP).
Um desses atendimentos marcou a trajetória do empreendedor Willian Marques, proprietário da Five Adventure, agência de turismo receptivo sediada em Cáceres. A empresa surgiu em 2022, quando ele decidiu investir no segmento e acumulou sozinho todas as funções da empresa, desde vender, organizar e planejar roteiros turísticos da região que contempla o bioma Pantanal Mato-grossense.
Em menos de quatro anos, o empreendedor celebra os resultados com a inauguração da primeira sede física da agência. O empreendimento, que começou com um único colaborador, hoje soma outros nove profissionais, entre eles o sócio João Paulo Barbieri, guias turísticos e equipe de vendas e atendimentos.
Ao ser questionado sobre esse crescimento, o empresário foi enfático: “O Sebrae/MT esteve comigo desde o início. Eu já tinha uma perspectiva de trabalhar com uma agência de turismo, mas esse desejo se intensificou no pós-pandemia. Busquei conhecimento e participei de inúmeros projetos da instituição para ampliar minha participação no cenário turístico”, afirmou.
Entre as ações, Willian destaca o Programa Pró Pantanal do Sebrae/MT, criado para promover o desenvolvimento sustentável e gerar renda nos eixos do turismo, gastronomia, economia criativa e agronegócio. De posse das informações sobre os atrativos da região, o empreendedor enxergou oportunidades nas atrações gastronômicas, culturais, aventura, arte e a natureza exuberante do Pantanal.
Outro diferencial, segundo o empresário, foram as Rodadas de Negócios da Feira Internacional de Turismo (FIT Pantanal), que aproximam as atrações turísticas de Mato Grosso de operadores nacionais e internacionais. “Estruturei toda a empresa com o apoio do Sebrae/MT. Fiz consultorias em marketing, gestão financeira, gestão empresarial, turismo, acesso a editais e recursos governamentais, dentre outros. Também participo ativamente da programação disponibilizada pela instituição”, frisou.
Ecossistema do turismo
As principais ações desenvolvidas pelo Sebrae Mato Grosso junto à Five Adventure estão a estruturação da empresa por meio do Programa ART – Agente de Roteiros Turísticos, elaboração de pesquisa de mercado, construção e validação do modelo de negócio, formatação da empresa e definição do posicionamento estratégico, organização do portfólio inicial de produtos e experiências turísticas e integração da agência com outros empreendimentos atendidos pela instituição. A iniciativa fortaleceu a cadeia regional do turismo e ampliou a oferta de atrativos aos visitantes.
A gerente Regional do Sebrae/MT em Cáceres, Cirlene Espicaski, destacou as atividades desenvolvidas na região em prol do turismo. “A Regional Sudoeste continua atuando no turismo, com destaque para o setor de alimentos e bebidas e para o trabalho de Agente de Roteiros Turísticos. A proposta é mapear as vocações locais, conectar pequenos negócios (hospedagens, gastronomia, agronegócio), fortalecer a governança e estruturar produtos de turismo de experiência prontos para comercialização nacional e internacional”.
De acordo com ela, o Sebrae Mato Grosso está atuando em parceria com algumas prefeituras na elaboração do inventário turístico e dos Plano Municipal do Turismo, reconhecendo o setor como vetor de desenvolvimento econômico e social.
O ecossistema do turismo reúne empreendimentos de restaurantes, hotéis, transporte de passageiros, comércio varejista, locação de veículos, ensino de arte e cultura, produção fotográfica, entre outros segmentos
A Five Adventure inaugura sua sede na tarde desta quinta-feira (16.07), na Rua Coronel Farias, Nº380, na região central de Cáceres. Para conhecer mais os roteiros turísticos e demais serviços da empresa acesse o site https://fiveadventure.com.br/
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