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Pesquisa Agrícola ajuda classe produtora a garantir potencial produtivo das cultivares de soja

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Open Sky Soja apresentou resultados de trabalhos de campo e debateu temas sobre cultura da soja

Produtores, pesquisadores e profissionais do agronegócio estiveram reunidos durante o Open SKY Soja 2021 na cidade de Sorriso, norte de Mato Grosso, para um debate sobre temas da cultura da soja e também para conhecerem os recentes resultados dos testes de produtos aplicados no campo.

Realizado pela Proteplan, empresa mato-grossense consolidada no ramo da pesquisa agro, o evento aconteceu entre os dias 27 e 29 de janeiro, seguindo os protocolos de segurança e proteção das instituições de saúde, reuniu mais de 200 participantes que foram divididos em grupos de 10 pessoas para visitar durantes os três dias de evento as estações experimentais de pesquisa.

A programação contou com 8 estações e vitrine de cultivares com 75 materiais. Os participantes formaram grupos de trabalho e realizaram tour nos stands com ensaios de fitopatologia, de entomologia, de herbologia, distribuídos em sentido horário para evitar o encontro entre participantes. “Acompanhamos os resultados a campo, em tempo real. Esses resultados vão servir para embasar os produtores, técnicos, consultores para o planejamento da próxima safra”, defendeu Fabiano Siqueri, pesquisador e CEO da Proteplan.

Ivan Pedro, sócio e pesquisador da Proteplan, explicou que o formato adotado para a realização do evento abrange desde a dessecação, escolhas de sementes e demais insumos para tratamentos da lavoura de soja, incluindo fungicidas e inseticidas para controle de pragas.

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“As estações foram bem planejadas e se complementam tecnicamente. A começar pela vitrine de cultivares. Tivemos uma vitrine com 75 materiais onde o produtor pode analisar os componentes agronômicos, o ciclo dos materiais, a sanidade das cultivares e o comportamento. Principalmente, neste contexto em que estamos vivendo e também em uma safra onde as questões climáticas – temperatura e chuva – foram bastante restritivas. A parte de herbicidas e de pragas, apresentou os desafios de manejo de ervas e pragas problemáticas. Temos um complemento na área de doenças que trabalha a estratégia de manejo dos principais problemas. Também tivemos um profissional da área de tecnologia de aplicação ensinando como aplicar melhor e como trazer rentabilidade e eficiência, principalmente no controle fitossanitário”, explicou Ivan.

Todas as etapas do evento foram planejadas de acordo com as normas exigidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), referentes ao novo coronavírus. As atividades aconteceram somente no período da manhã e os participantes foram divididos em grupos de 10 pessoas.

“O grande desafio de realizar um evento como esse, além dos desafios com o ciclo da cultura, o estágio da doença, preocupação com o clima, esse ano tivemos que nos preocupar ainda mais com a segurança. O evento era para ser realizado em um dia, mas dividimos em três dias para evitar aglomeração. Organizamos as estações distantes umas das outras, limitamos o número de participantes e exigimos o uso de máscaras e álcool gel. Nos preparamos bem para esse desafio e acreditamos que foi um evento bastante seguro”, destacou Siqueri.

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Filho de agricultor, o produtor rural Pablo Filipetto participou do evento acompanhado pelo filho e sobrinhos. Pablo, que planta na região de Sorriso e Diamantino, disse que é a sua primeira participação no Open SKY Soja. “Foi um evento técnico que apresentou as várias opções de cultivares de soja. Resultados interessantes sobre o controle de doenças, pragas e plantas daninhas. Além de trazer conhecimento para o produtor, também dialoga com a nossa realidade, apresentando aspectos de nossa região, as cultivares que mais se adaptam ao nosso ambiente e clima. É muito satisfatório saber que estamos produzindo alimento para o mundo todo”, contou.

“É um evento técnico, acompanhamos os resultados a campo, em tempo real. Esses resultados vão servir para embasar os produtores, os técnicos, consultores para o planejamento da próxima safra”, Siqueri.

Edição Campo Verde

Nesta quinta e sexta-feira (04 e 05), será a vez de Campo Verde – MT receber o evento. A programação acontecerá na Estação de Pesquisa da Proteplan. As inscrições são limitadas e pode ser feitas pelo link https://www.proteplan.com.br/.

Sobre a Proteplan

A Proteplan é uma empresa de pesquisa que realiza testes de produtos no campo. Com sede em Cuiabá, conta com estações experimentais nas cidades de Sorriso, Campo Verde e Primavera do Leste.

 

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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