Mato Grosso
PM encaminha à delegacia seis pessoas por uso ou tráfico de drogas em Cuiabá e interior
A Polícia Militar prendeu três pessoas e apreendeu dois menores de idade entre segunda-feira e a madrugada desta terça-feira (29 e 30), por estarem envolvidas com o tráfico de drogas, em Sorriso, Várzea Grande, Cuiabá e Alto Araguaia. Nas ações também foram apreendidas armas, munições e outros materiais que vinham sendo utilizados no comércio de entorpecente.
Em Sorriso (412 quilômetros de Cuiabá), militares da Força Tática faziam rondas no bairro Mario Raiter, quando receberam denúncia que uma mulher praticava tráfico de drogas em sua casa. Na residência os policiais identificaram a moradora H.R.O.M., (22), com porções de pasta base de cocaína, uma balança e um aparelho celular. Diante do flagrante, a jovem foi encaminhada à delegacia sob a acusação de estar comercializando drogas ilícitas.
Em Várzea Grande, outra equipe da Força Tática circulava na região da Cohab Cristo Rei quando identificou um homem em atitude suspeita que entrou em uma casa quando viu a viatura. Nesse momento a equipe policial abordou o suspeito e conversou com a dona da residência, que disse que o homem tinha entrado em sua casa e depositado algo em um utensílio doméstico. O material foi localizado pelos policiais, que identificaram se tratar de um pacote com 10 porções de maconha e uma porção grande de cocaína. Diante do flagrante, W. B. C., (22), foi conduzido à delegacia.
Em Alto Araguaia (a 415 quilômetros de Cuiabá), policiais abordaram um suspeito que tentou se esconder da guarnição quando viu a viatura em rondas no bairro Vila Aeroporto. A equipe identificou durante a revista pessoal que M. L. R., (17), com porções de maconha. O menor infrator foi conduzido para a delegacia.
Já na capital, policiais que faziam rondas no bairro São Mateus receberam denúncia de que em uma casa estaria um homem em posse de armas e munições. No local, os policiais se depararam com o suspeito L. H. X., (24), que guardava na residência porções de maconha, uma balança, um revólver calibre 32, sendo três munições de calibre 32 e nove .40, além de várias correntes, anéis e pingentes. O suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes.
Ainda em Cuiabá, enquanto faziam rondas no início da madrugada de hoje na região central, policiais visualizaram quando I.R.S.S. (17), circulava na Avenida Tenente Coronel Duarte abandonou um objeto quando viu a viatura se aproximando. Foi dado ordem de parada, fizeram a revista pessoal e buscaram o pacote abandonado, sendo encontrada nove trouxas de cocaína. O menor foi encaminhado à delegacia.

Usuários também foram encaminhados à delegacia. Foto: PMMT
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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