Mato Grosso
PM prende suspeito por violência doméstica, apreende armas e munições

Policiais militares do 11º Batalhão apreenderam, na noite deste domingo (24.11), cinco armas de fogo, 62 munições, três carregadores e prenderam um homem, de 41 anos, por porte ilegal e violência doméstica, no bairro Camping Clube, em Sinop. A esposa do suspeito, de 38 anos, relatou que foi agredida pelo homem e que também pegou uma das armas para se defender do agressor.
Os militares foram acionados para se deslocarem até uma residência na Rua Tambaqui, após uma briga envolvendo um casal e que o homem estaria armado contra a esposa.
Após chegar no local, a vítima estava bastante nervosa e alegou que foi agredida pelo suspeito, que a puxou pelo cabelo e apontou uma arma de fogo contra a cabeça dela. Neste momento, a vítima também se apossou de uma das armas de fogo que havia na residência para se defender do suspeito. Durante buscas na casa, os policiais militares localizaram o suspeito em visível estado de embriaguez. A vítima relatou que o marido possui diversas armas de fogo, que estavam em um dos cômodos do imóvel.
Os policiais encontraram uma espingarda gauge calibre 12, uma espingarda calibre 22, espingarda calibre 38, uma pistola calibre 9mm e um revólver calibre 38. Além disso, foram localizadas 62 munições de calibres diversos, carregadores e duas maletas. Os envolvidos não repassaram informações sobre a origem dos armamentos. O suspeito e todo material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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