Mato Grosso
Polícia Civil apreende 170 quilos de cocaína avaliada em mais de R$ 5 milhões
Mais de 170 quilos de cocaína, avaliados em aproximadamente R$ 5 milhões, foram apreendidos pela Polícia Civil na noite de domingo (20.03), em uma ação conjunta das Delegacias de Campos de Júlio e Comodoro.
A droga, dividida em 152 tabletes, foi localizada em um compartimento secreto, no assoalho de um caminhão abordado pelos policiais civis em um posto de combustível na cidade de Campos de Júlio. O motorista do caminhão, de 49 anos, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Devido às inúmeras apreensões de drogas na região, as equipes das Delegacias de Campos de Júlio e Comodoro iniciaram investigações específicas de combate ao tráfico. No domingo, por volta das 16 horas, os policiais fizeram o monitoramento do caminhão Volvo, que estava estacionado em um posto desde sábado (19).
Por volta das 19h30, os policiais realizaram a abordagem ao proprietário do veículo que, inicialmente, alegou que estava estacionado no posto aguardando frete. Durante buscas no caminhão foram encontrados na cabine do caminhão aproximadamente 48 tabletes de substância análoga à cocaína.
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O caminhão foi apreendido e o suspeito foi conduzido à Delegacia de Campos de Júlio onde, com iluminação e ferramentas adequadas, foi iniciada uma busca mais minuciosa e encontrado um compartimento secreto, no assoalho do veículo.
No local, foram localizados mais 104 tabletes de substância análoga à cocaína, totalizando 152 tabletes apreendidos. Questionado, o motorista disse que apenas carregou a droga em Vilhena (RO), em seguida carregaria o caminhão com algodão em Sapezal e depois levaria até o estado de São Paulo.
Diante dos fatos, após ser interrogado pelo delegado Ricardo Marques Sarto, o motorista foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Segundo o delegado, esta é a maior apreensão de drogas realizada pela delegacia desde a sua crianção.
“Em fevereiro foram apreendidos 50 quilos de entorpecentes e agora realizamos essa apreensão de 170 quilos, que representa um prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões contra o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no crime”, disse o delegado.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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