Policial
Polícia Civil apresenta Inquérito Eletrônico a equipes das regionais
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A Diretoria da Polícia Judiciária Civil reuniu nesta quarta-feira (02.10) em Cuiabá, delegados, chefes de equipe e de operações de todas as regionais da instituição para oficinas sobre os Sistemas Geia e o Inquérito Policial Eletrônico. A reunião gerencial foi realizada na Academia Polícia Civil e contou com a participação dos diretores da PJC.
O delegado-geral adjunto Gianmarco Paccola, destacou que o aprimoramento dos trabalhos da instituição passam pelo investimento em tecnologia. “Para prosperarmos e cada vez mais nos profissionalizarmos necessitamos investir e usar a tecnologia em nosso favor. E os sistemas Geia, assim como o inquérito eletrônico, nos darão um avanço primordial para nossas atividades”, defendeu o diretor na abertura da reunião gerencial.
Ele frisa ainda o benefício de trabalho integrado, que será possível com os sistemas de outras instituições. “Estamos entrando em uma nova era de trabalho com a implantação do inquérito eletrônico. Sabemos que toda mudança de cultura traz um certo tempo para adaptações, mas o Geia é um caminho sem volta”, relata o delegado ao se referir ao conjunto de sistemas que reúne módulos de trabalho da instituição com informações sobre gestão, controle e rotinas administrativas e operacionais.
O inquérito eletrônico integrará a base de dados do sistema Geia da Polícia Civil com o Processo Judicial Eletrônico do Tribunal de Justiça. “Estamos buscando ferramentas que possam nos assegurar uma polícia mais forte. E com o inquérito eletrônico em funcionamento teremos ainda economia de tempo e de insumos administrativos, facilitando assim a atividade-fim policial, pois a parte burocrática, o sistema fará”, reforçou o delegado Gianmarco Paccola.
Segurança, agilidade e economia são algumas das vantagens enumeradas pelo investigador Fábio Ferreira, coordenador de TI da Polícia Civil. Ele frisa que o sistema possibilitará ainda a padronização dos procedimentos e o levantamento de estatísticas.
A diretora de Execução Estratégica da PJC, delegada Daniela Maidel, frisa a profissionalização que a nova ferramenta trará para a rotina policial, uma vez que todas as instituições que atuam no sistema de justiça caminham nesse sentido. “Estamos fazendo um investimento substancial para ter uma polícia mais forte, com ferramentas que facilitem nosso trabalho e nos permita atuar em sintonia com as instituições. A tecnologia é nossa aliada”. Ela acrescenta que o investimento total para implantação do IPE é de R$ 7 milhões entre criação e desenvolvimento de ferramentas e equipamentos.
A Resolução de 18/12/2013 do Conselho Nacional de Justiça instituiu em todos os tribunais do país o processo judicial eletrônico. Em Mato Grosso, os processos na esfera cível já tramitam todos em versão eletrônica. Com a implantação do inquérito eletrônico, há a possibilidade de comunicação com os demais sistemas da justiça e Ministério Público, por exemplo.
Hoje, cinco unidades da federação trabalham com inquérito eletrônico – Goiás, Ceará, São Paulo, Paraná e Distrito Federal – e a criação da ferramenta para a PJC de Mato Grosso teve como inspiração o modelo criado em São Paulo.
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“Nos permitirá ter organização das unidades de modo que possamos acompanhar o andamento dos trabalhos em conformidade com o que estabelece a legislação”, assegurou o corregedor-geral da PJC, delegado Jesset Munhoes.
Diretor da Acadepol, delegado Welber Franco, destaca o protagonismo dos servidores que atuam na atividade-fim da Polícia Civil com o funcionamento do IPE. “É um novo momento para nossa instituição e precisamos estar abertos e comprometidos com esta mudança”.
Benefícios
O analista de sistemas, escrivão Ricardo Barcelar, coordena a Fábrica de Software e responsável pelo desenvolvimento do sistema Geia da Polícia Civil. Segundo o analista, o inquérito policial eletrônico trará vários benefícios ao trabalho cartorário. “Com o atual sistema já observamos os benefícios da geração automática de peças, mas com o IPe estas peças serão assinadas na forma digital dispensando sua impressão e formação de um processo físico”, disse.
Para os policiais que atuam diretamente no inquérito policial, em especial o escrivão de polícia, o modelo proporcionará mais do que controle, permitirá a contabilização dos feitos e a segurança na guarda dos documentos produzidos.
O encaminhamento de medidas protetivas por meio digital ao Poder Judiciário é a primeira experiência da Polícia Civil, nesse processo de transmissão eletrônica de procedimento ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Funcionando desde agosto de 2018, na Delegacia da Mulher de Cuiabá, e em 2019 na Delegacia da Mulher de Várzea Grande, o envio deu mais agilidade e segurança às vítimas que buscam pelo atendimento nas unidades Especializadas, além de maior controle daquelas vítimas em risco eminente de feminicídio. O encaminhamento digital também está em vias de começar em todas as demais delegacias da mulher do interior.
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GEIA
O projeto Geia é um sistema que reúne um conjunto de módulos que visa a gestão, controle e rotinas administrativas e operacionais, ajudando no fornecimento de informações rápidas sobre efetivo, lotações, viaturas, móveis e relatórios para os titulares, além de outras ferramentas que ajudam as unidades em pesquisas e análise de vínculos de pessoas investigadas.
O Sistema Geia foi implantado em 2012, na gestão do então delegado-geral, Anderson Garcia, como necessidade de melhorar as informações da gestão administrativa. O Geia é composto dos módulos Argus, Vinculum, Precatória, Petardo, Cartorium, GView e Simbia, e é desenvolvido e gerenciado pela Polícia Civil, por meio da Fábrica de Software da Academia da Polícia Civil.
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
Policial
Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Policial
PM apreende carga de mercadorias do Paraguai durante fiscalização na MT-100 em Alto Araguaia
Ação do 15º BPM resultou na apreensão de perfumes, bebidas, eletrônicos, brinquedos e outros produtos importados com irregularidades na documentação
Policiais militares do 15º Batalhão da Polícia Militar (15º BPM) apreenderam, na tarde desta terça-feira (30), uma grande quantidade de mercadorias de origem estrangeira durante fiscalização na rodovia MT-100, na altura do km 91, na região da Vila Aeroporto, em Alto Araguaia.
A ocorrência foi registrada por volta das 17h40 e faz parte das ações de fiscalização desenvolvidas pela unidade para combater crimes transfronteiriços. Durante a abordagem, os policiais localizaram diversos produtos provenientes do Paraguai, entre eles perfumes, bebidas, brinquedos, eletrônicos, acessórios, peças de vestuário e outras mercadorias importadas.
Segundo a Polícia Militar, os produtos apresentavam irregularidades quanto à documentação exigida para transporte e comercialização em território nacional, caracterizando indícios dos crimes de descaminho e contrabando.
Diante da situação, toda a carga foi apreendida e encaminhada aos órgãos competentes, que adotarão as medidas administrativas e legais cabíveis.
A Polícia Militar destacou que a operação reforça o trabalho desenvolvido pelo 15º BPM no combate ao descaminho, ao contrabando e a outros ilícitos transfronteiriços, intensificando a fiscalização nas rodovias e divisas de Mato Grosso para garantir a segurança da população e coibir a entrada irregular de mercadorias no Estado.
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