Mato Grosso
Polícia Civil cumpre mandados contra faccionados envolvidos em duplo homicídio na Capital

Quatro integrantes de facção criminosa, que tiveram o envolvimento identificado em um duplo homicídio ocorrido no ano de 2017 em Cuiabá, são alvos da Operação Pone me Somnum, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (19.2), em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Na operação, são cumpridas cinco ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da Capital. A operação integra os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate à atuação de facções criminosas em todo o Estado.
Entre os alvos dos mandados, estão os dois executores do duplo homicídio, uma pessoa que deu apoio à ação criminosa e outro o responsável por autorizar a morte das vítimas. As ordens judiciais são cumpridas no bairro Tijucal em Cuiabá e na Penitenciária Central do Estado (PCE).
As investigações da DHPP apuraram o homicídio das vítimas Radnamir da Rocha Dutra e de Thiago Felipe Rodrigues Conceição, ocorrido no dia 25 de junho de 2017, no bairro São Francisco, em Cuiabá. Na ocasião, as vítimas estavam conversando em frente a uma residência, quando um carro escuro se aproximou e os ocupantes efetuaram os disparos.
A vítima Radnamir foi atingida por 11 disparos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Já Thiago foi atingido por três tiros, sendo na cabeça, tórax e abdômen. Ele chegou a ser socorrido, mas também não resistiu e morreu na unidade de saúde.
Após a identificação dos envolvidos, o delegado da DHPP, Edison Pick, representou pelos mandados de prisão dos investigados, que foram deferidos pela Justiça. As investigações seguem em andamento para definição da motivação do crime.
Pone me Somnun
O nome da operação vem do latim e significa “coloque para dormir” foi a frase utilizada por um dos alvos durante a investigação.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Agro News17/07/2026 - 08:52Fim da moratória da soja pode aumentar a destruição da Amazônia em 1,4 milhões de hectares nos próximos 10 anos, mostra artigo da Science
-
Política MT17/07/2026 - 07:55Wilson Santos contesta cobrança de novo pedágio e alerta para injustiça social
-
Política MT17/07/2026 - 18:53Convenção do MDB apresenta pré-candidatura de Léo Bortolin na próxima semana em Primavera do Leste
-
Política MT18/07/2026 - 14:49“Pivetta tem conceito de bom administrador e provou isso”, diz Mendes
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:56Prefeitura de Rondonópolis prorroga investigação sobre contrato da Construtora Amil para obra da Avenida Bandeirantes
-
Esportes17/07/2026 - 21:23Campeonato de Futebol Amador em Rondonópolis premia campeão com R$ 10 mil neste sábado
-
Política MT17/07/2026 - 17:13Republicanos de MT marca convenção para o dia 4 de agosto em Cuiabá
-
Rondonópolis20/07/2026 - 12:20TJMT declara inconstitucional lei das emendas impositivas de Rondonópolis








