Mato Grosso
Polícia Civil esclarece suposto furto de cães que foram resgatados por uma ONG

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), esclareceu uma situação de suposto furto de cachorros, ocorrido no domingo (2.3), no bairro Boa Esperança em Cuiabá, com a identificação da mulher que pegou os animais. As investigações apontaram, que a mulher, dona de uma ONG, na verdade, não teve a intenção de subtrair os cachorros, mas sim resgatá-los por estarem há alguns dias na rua.
Os fatos ganharam repercussão por meio das redes sociais, após os tutores dos animais solicitarem apoio para localização de três cães domésticos da família. As informações iniciais apontavam que um veículo de cor preta parou em frente a casa no bairro Boa Esperança, pegou os cachorros das raças Akita, Husky e Sthizu, colocou dentro do carro e os levou embora.
Assim que tomou conhecimento dos fatos, os investigadores da Dema iniciaram as diligências, realizando a análise de imagens e oitivas de testemunhas, conseguindo chegar à identificação da mulher responsável por pegar os cachorros.
Em conversa com os policiais, a proprietária da ONG relatou que encontrou os três cachorros na rua, e por acreditar que haviam sido abandonados, levou os animais até uma clínica veterinária, onde passaram por exames. Não sendo constatada nenhuma situação de maus-tratos, ela permaneceu com os animais em sua ONG, com a finalidade de tirá-los da rua.
Na casa da família, foi relatado que em algum momento do dia, os cachorros conseguiram fugir e ficaram nas proximidades da residência, ocasião em que ocorreu o desentendido.
O delegado responsável pelas diligências, Guilherme Pompeo, disse que com o esclarecimento dos fatos foi possível localizar os animais e devolvê-los aos tutores, que já providenciaram uma grade de proteção com o fim de evitar novas fugas.
“Constatada situação se tratou de um mal-entendido, os animais foram recuperados, sem necessidade instaurar procedimento criminal”, explicou o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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