Mato Grosso
Polícia Civil prende quatro envolvidos e esclarece homicídio em Campo Novo do Parecis

A Polícia Civil esclareceu um homicídio registrado na noite de segunda-feira (30.09), em Campo Novo do Parecis, e prendeu em flagrante quatro pessoas envolvidas no crime, em 36 horas de diligências ininterruptas.
A vítima supostamente teve a morte decretada por um grupo criminoso, em razão de dívida de drogas.
Os quatro suspeitos, presos em ações realizadas na terça-feira e quarta-feira (1º e 02.10), foram autuados em flagrante por homicídio qualificado e organização criminosa. Um deles também responderá pelos crimes de tráfico de drogas e corrupção de menores.
O crime ocorreu por volta das 18h40 de segunda-feira (30), quando a vítima, Douglas de Moraes, de 36 anos, estava andando de bicicleta e foi atingida por disparos de arma de fogo em frente à Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis.
As investigações apontaram que o suspeito estava de tocaia, aguardando a vítima sair do seu local de trabalho para executá-la, e fugiu a pé do local, logo após o crime.
Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da Polícia Civil iniciou as diligências para identificar e prender o autor do crime. Por meio de imagens de câmeras de segurança de comércios da região, os policiais identificaram que o autor dos disparos entrou em um veículo que estava estacionado a alguns metros do local do crime.
Em continuidade às diligências, os policiais conseguiram localizar o veículo utilizado pelo criminoso e passaram a fazer o monitoramento, até o momento que realizaram a abordagem do condutor, no momento em que parou em uma residência, sendo verificado se tratar de um veículo compartilhado entre o executor e seus comparsas.
Em buscas na casa, os policiais apreenderam duas pedras grandes de pasta base de cocaína, balança de precisão, material para embalo da droga, além de outros apetrechos utilizados para o tráfico.
Todo material ilícito foi apreendido e três pessoas que estavam na casa (entre elas o condutor do veículo no momento) foram conduzidas à delegacia.
Com informações de que o autor dos disparos contra a vítima estava em uma fazenda no caminho para Tangará da Serra, os policiais seguiram até o local, onde conseguiram realizar a sua prisão em flagrante.
Ao perceber a presença dos policiais na propriedade, o suspeito quebrou o celular em uma atitude típica de integrantes de organizações criminosas, com intuito de atrapalhar o processo investigativo.
Segundo o delegado de Campo Novo do Parecis, Alexandre Segreto, as investigações apontaram que o homicídio foi articulado por uma facção criminosa, em razão de dívidas de drogas.
A identificação e prisão rápida de todos os envolvidos mostra o compromisso da Polícia Civil de Campo Novo do Parecis em proteger a população, agindo de forma célere e eficiente para esclarecer o crime bárbaro, que chocou a sociedade.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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