Mato Grosso
Polícia Militar forma mais de 350 alunos no 12º Estágio de Aperfeiçoamento de Praças
O comandante da Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap), tenente-coronel Bruno Marcel Souza Tocantins, explicou que durante o estágio os alunos aprenderam sobre temas como direito penal militar e processual penal militar, direito administrativo, liderança, termo circunstanciado de ocorrência, procedimento operacional padrão, entre outros.![]()
“O que marcou o estágio foi a troca de experiências e a superação dos militares vindos de diversas regiões do nosso Estado. O curso durou dois meses e a teoria foi aliada à prática. A principal função é aprimorar os conhecimentos técnicos e práticos dos policiais militares. Um degrau que os elevará à próxima graduação em setembro deste ano”.
O comandante-geral da PM, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou que a formação agrega conhecimentos que trazem segurança jurídica e física ao policial durante a execução da atividade policial e que a Polícia Militar é uma das instituições de segurança pública que mais investe na capacitação dos agentes da segurança.![]()
“Esse é mais um curso concluído com sucesso da nossa instituição, que preza por disciplina e que investe em conhecimento. Tenho orgulho de falar que a Polícia Militar de Mato Grosso é uma das mais preparadas do país e isso reflete diretamente no bom atendimento ao cidadão que está na ponta. A Esfap, novamente, cumprindo com mais uma missão de forma excelente”, discursou.
Na solenidade, também houve a reinauguração do auditório do Quartel do Comando Geral. O espaço comporta até 300 pessoas e passou por pintura, reforma do teto, dos banheiros, e recebeu novas cadeiras e instalações hidráulicas e elétricas. Além disso, conta com um novo painel e comporta o estúdio do podcast da PM, o PMCast.![]()
“Hoje estamos inaugurando nosso auditório para receber vocês da melhor forma possível. Um ambiente que temos orgulho em reinaugurar com uma nova estrutura, cadeiras, com estúdio do nosso podcast. Esse lugar é de todos os policiais militares, de todas as unidades e de qualquer município do estado. O espaço foi reformado com recursos em parceria do Poder Judiciário e próprios da instituição”, finalizou o comandante-geral.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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