Mato Grosso
Polícia Militar prende idoso por furto e recupera 12 cabeças de gado e um cavalo

Equipes da Polícia Militar de Santa Terezinha prenderam um idoso, de 61 anos, pelo crime de furto de gado, na tarde desta quarta-feira (12.11), na zona rural do município. Na ação, a PM recuperou 12 cabeças de gado e um cavalo, furtados de uma propriedade rural vizinha.
Conforme o boletim de ocorrência, um homem, de 81 anos, compareceu até a unidade da PM e denunciou que alguns animais de sua propriedade haviam sido furtados. Segundo o homem, ele viu uma boiada passando na frente da sua casa e identificou que alguns animais seriam de sua propriedade.
O senhor ainda alegou desconfiar de um suspeito, que dias antes teria ido até sua residência e oferecido a quantia de R$ 15 mil para comprar alguns bovinos, mas que não fechou negociação com o homem por não ser o real valor de mercado dos animais.
A vítima ainda indicou a região onde a boiada se deslocava. Os policiais militares seguiram com o homem e encontraram os animais transitando.
Em contato com o suspeito, ele afirmou que todo o gado transportado seria seu. Já a vítima do furto reconheceu 12 cabeças de gado e um cavalo, que estavam com sua marca de identificação, registrada no Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).
Diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido pela PM até a sede da delegacia mais próxima para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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