Mato Grosso
Politec emitiu quase 190 mil documentos de identidade em nove meses
A Diretoria Metropolitana de Identificação Técnica da Politec expediu 189.555 carteiras de identidade de janeiro a setembro de 2018 em Mato Grosso, sendo 81.490 1ª vias e 83.848 2ª vias. O mês de junho foi o com o maior número de solitações, sendo emitidos 27.349 RG´s.
Em oito meses, a Coordenadoria de Identificação Criminal finalizou 93.147 processos de exames necropapiloscópicos, coletas para verificação de autenticidade, certidões de antecedentes criminais e cadastros de identificação criminal. Foram processados 24.217 documentos a menos em relação ao mesmo período de 2017.
Para o Diretor Metropolitano de Identificação técnica, Aílton Silva Machado, o resultado impactou na diminuição dos prazos de emissão das carteiras de identidade.
“As metas que estávamos esperando alcançar até o final do ano nós conseguimos antes. Como, a redução do prazo de emissão das carteiras de identidade de 30 para cinco dias na capital. Nas cidades do interior do Estado, que possuem o Ganha Tempo, conseguimos concluir a confecção no prazo de até doze dias corridos, o que antes era feito de 45 a 90 dias. Para possibilitar tudo isso nós fizemos vários mutirões para a redução do passivos, mesmo diante do grande índice de aposentadorias. Estamos com o número de expedições maior que o de solicitações, trabalhando com o passivo do mês corrente, o que foi uma grata surpresa este ano”, frisou.
Outro fator que influenciou diretamente nos resultados positivos foi a implantação da biometria nos postos de identificação, como nas unidades do Ganha Tempo. Com ela, os dados biométricos como a fotografia, assinatura e impressão digital do requerente são enviadas eletronicamente para o processamento na capital, eliminando o prazo de logística dos Correios no envio dos malotes contendo os prontuários civis físicos.
Os números da produtividade de cada diretoria estão sendo monitorados periodicamente pelo Diretor Geral da Politec, Reginaldo Rossi do Carmo, em reuniões com os gestores responsáveis por cada diretoria da instituição.
O objetivo é acompanhar a situações das unidades com o intuito de proceder a ajustes ou correções necessárias para o cumprimento das metas estabelecidas no planejamento estratégico. A reunião para a avaliação da produtividade com os gestores da Diretoria de Identificação aconteceu na última quinta-feira (11.10).
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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