Política MT
População comparece para debate sobre implantação da Escola Cívico-Militar de Juína
De acordo com o parlamentar, o Governo Estadual tem dado preferência para municípios que tenham Risp (Região Integrada de Segurança Pública), como é caso de Juína
Foto: SANDRA LUCIA RODRIGUES COSTA
Com o auditório da Câmara de Vereadores de Juína lotado, 315 pessoas participaram da audiência pública para discutir a implantação de uma escola cívico-militar no município. Foram mais de quatro horas de debate, mostrando que o anseio da maioria é pela instalação de uma unidade escolar neste modelo. Os deputados estaduais Delegado Claudinei e Sílvio Fávero, ambos do PSL, participaram do evento, representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“No mês passado, eu [Delegado Claudinei] e Silvio [Fávero] estivemos em Jaciara, também para uma audiência púbica. Foi uma solicitação do prefeito, que nos procurou porque quer implantar uma escola militar e para isso está dando um prédio novo e mobiliado. A escola municipal, com mais de 400 vagas em um bairro de alto índice de criminalidade, já está em fase final de construção e poderá ser utilizada”, informou Claudinei.
De acordo com o parlamentar, o governo tem dado preferência para municípios que tenham Região Integrada de Segurança Pública (Risp), como é caso de Juína, que possui a Delegacia Regional da Polícia Civil e também abriga o 8º Comando Regional da Polícia Militar. Segundo ele, muitos professores sofrem violência e ameaças dentro da escola. Além disso, recebem ligações oriundas de dentro de penitenciárias, feitas pelo pai ou mãe de alguns alunos que têm o genitor(a) preso(a). Foram mais de quatro horas de discussão, mostrando que o anseio da maioria da população juinense é pela instalação de uma unidade escolar neste modelo.
Foto: SANDRA LUCIA RODRIGUES COSTA
“Em um distrito da região sul, um aluno chegou a envenenar o professor, que só não morreu porque recebeu atendimento rápido. A escola militar, com a gestão compartilhada entre militares e professores da Seduc, trabalha a disciplina, o respeito aos professores, a seus pais, aos seus próximos. Trabalha o respeito a seu país, o Brasil. Há 40 anos eu cantava o hino nacional, quando estudava no ensino fundamental, e tinha orgulho de cantar”, ressaltou o deputado.
O deputado Silvio Fávero, autor da Lei 10.922/2019, que dispõe sobre a implantação de escolas cívico-militar em Mato Grosso, em conversa com a secretária municipal de Educação, Vera Lúcia Granja, disse que há uma escola estadual alternativa em Juína com capacidade de abrir até mil vagas, somados os três turnos. Lembrou também que o ministro Sérgio Moro aprovou um decreto em que destina R$ 51 milhões para instalação de novas escolas militares pelo país.
“O governador deve sancionar nesta terça-feira uma lei para que o estado receba R$ 71 milhões que vão vir das lotéricas. Será R$ 1 bilhão para a segurança pública de todo país; Mato Grosso é o terceiro estado a se habilitar. Esse valor não vai cair na conta da Fonte 100, então, agora, cabe ao governador criar o conselho e administrar o recurso. E sobre a escola militar, quem não quer o filho bem-educado e bem-formado? Falta, nas escolas, disciplina, hierarquia, princípios básicos, civismo, respeito a leis, acima de tudo à família, aos professores e a Deus. Os números mostram como as escolas militares estão à frente das tradicionais”, disse Fávero, lembrando que no estado existem apenas oito unidades de ensino militar. Em visita a Cooperativa dos Produtores Rurais para Ajuda Mútua (Copropam), os parlamentares também receberam algumas demandas.
Foto: SANDRA LUCIA RODRIGUES COSTA
O tenente-coronel que está à frente do 8º Comando Regional de Juína, Wender Sodré, disse que o civismo não pode ser confundido com símbolo de autoritarismo. “Cultuamos o civismo e isso pode ser feito em qualquer escola. O que temos feito dentro das escolas militares é dar o exemplo, sempre. A gestão militar cria um ambiente diferenciado. A farda não afasta ninguém, ela é para proteger e não para intimidar”, explanou Sodré.
O autor da audiência, vereador Aélcio Moreira, conhecido como Neguinho Borracheiro agradeceu a participação de todos e que é um sonho de vários alunos estudarem nessa escola militar, por isso fez a indicação. “Estou aqui mais para ouvir do que falar. Coloquei essa indicação para ouvir a comunidade de uma forma em geral. Juara tem escola militar e nada mais justo que trabalharmos no apoio desse projeto”, explanou Neguinho.
O prefeito de Juína, Altir Peruzzo, enviou um comunicado justificando sua ausência no evento por motivos de saúde. A secretária municipal de Educação, Vera Lúcia Pereira Granja, participou do evento e disse que o projeto tem que ser analisado, ouvindo os assessores pedagógicos, bem como os aspectos jurídicos e epistemológicos. “Não é uma questão de ser a favor ou contra nas discussões. No campo das ideias, não se aceita acesso restrito”, afirmou Vera.
O presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Rodrigues da Silva, se posicionou a favor da escola militar. “Trouxemos essa demanda para o município e essa discussão já deveria ter acontecido. Tenho certeza que Juína será agraciada com a escola cívico-militar”. O ex-prefeito Hilton Campos também é favorável à implantação desse modelo educacional. “Sou totalmente favorável às escolas militares em Juína e em todos os municípios brasileiros”.
Também participaram da audiência pública o diretor da Escola Militar Tiradentes, em Juara, tenente-coronel Waldir Félix de Oliveira; os vereadores Geraldinho, Paulo Tiepo, Saulo Evangelista, Tonhão do Rancho; representantes do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros, médicos e empresários da região.
Demandas – Antes da audiência, os deputados estaduais Delegado Claudinei e Sílvio Fávero cumpriram agenda no município. Eles conheceram o 8º Comando Regional da Polícia Militar de Juína, onde viram a necessidade de indicar uma viatura, já que o comando representa 17 municípios e hoje conta apenas com uma caminhonete para atender as ocorrências. Os parlamentares estiveram na Cooperativa dos Produtores Rurais para Ajuda Mútua (Copropam), onde também receberam algumas demandas. Por fim, estiveram na Delegacia Regional da Polícia Civil, onde constataram viaturas e efetivos, principalmente de delegados.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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