Mato Grosso
Prefeito de Campo Novo: “Esse governo olha para o desenvolvimento e não esquece do social”
O governador Mauro Mendes autorizou R$ 89 milhões em investimentos para os municípios de Campo Novo do Parecis e Brasnorte, em visita à Região Oeste nesta sexta-feira (13.05). Os recursos são destinados para obras de infraestrutura e regularização fundiária.
“Esse governo olha para o desenvolvimento, mas não esquece o social. Esses convênios são importantes porque acabam com a poeira e melhoram a vida da população de uma forma geral, pois é mais saúde, garantia de educação e segurança, além de escoar a safra, a produção da região”, afirmou o prefeito de Campo Novo do Parecis, Rafael Machado.
Durante a visita, o governador pontuou que os investimentos feitos pelo Estado são frutos de uma boa gestão fiscal, possibilitada através de medidas enérgicas adotadas no início do mandato, e ressaltou que a realidade atual do Estado, com obras e melhorias executadas nos 141 municípios, representa uma virada de página.
“Quando você tem um estado forte, que cobra corretamente os impostos e os aplica corretamente, todos nós ganhamos. Esse é o papel que o Poder Público tem: cobrar, mas aplicar corretamente. Fazer com que esses benefícios possam chegar aos quatro cantos de Mato Grosso, e hoje temos investimentos de norte a sul. É um estado que caminha rumo à eficiência e o mérito não é só do governo, mas de todos nós que estamos escrevendo essa bela história”, manifestou o governador.

Em Campo Novo do Parecis, Mauro autorizou a licitação do primeiro lote da obra de pavimentação da MT-358, em trecho de 23,6 quilômetros de extensão, com investimento na ordem de R$ 23,8 milhões.
Também foram autorizadas celebração de dois convênios. O primeiro, de R$ 33.624.752,98, destina-se ao asfaltamento da rodovia municipal Linha Santa Maria, na Zona Rural, que tem 45 quilômetros de extensão.
O segundo convênio, de R$ 3.128.563,20, é destinado à pavimentação e drenagem da Avenida Frei Galvão, já na área urbana. A obra tem parceria com o deputado federal Neri Geller e prevê 13,4 quilômetros de asfaltamento na área urbana.
“É muito gratificante, principalmente para mim, que estou no Congresso Nacional, poder viabilizar obras de infraestrutura em parceria com este governo, melhorando a vida de todos”, discursou Neri.
O governador também assinou ordem de serviço de R$ 15.030.890,00 para garantir a regularização fundiária dos bairros Presidente I, Presidente II, Centro, Boa Esperança e Jardim Primavera, no município de Campo Novo do Parecis.
A obra é realizada por meio de parceria da MT Par com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai, composto por 16 municípios, sendo eles: Alto Paraguai, Arenápolis, Barra do Bugres, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Denise, Diamantino, Nortelândia, Nova Maringá, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Estrela, Santo Afonso, São José do Rio Claro, Sapezal e Tangará da Serra.
“Em nenhuma cidade, em nenhuma região houve tanto investimento no Estado de Mato Grosso como tem acontecido agora com o governador Mauro Mendes. Eu sou prefeito de segundo mandato e sei que houve medidas amargas no início, mas agora o Estado vem entregando aquilo que é de sua responsabilidade e mais: ainda fazendo com que os municípios prosperem juntamente com o Estado, em todas as áreas”, destacou o prefeito de Nortelândia, Zema Fernandes.
Brasnorte
Durante a visita à região oeste, o governador ainda destinou mais de R$ 13 milhões em investimentos para o município de Brasnorte. Serão R$ 8.287.761,89 para pavimentação asfáltica nos bairros Renascer, Jardim das Oliveiras, Bela Vista, Arco íris e Parque das Nações. O convênio prevê um total de 84,6 quilômetros de extensão e conta com a parceria do senador Carlos Fávaro.
Ainda, outros R$ 5.135.789,72 para asfaltamento das pistas de pouso e manobra, do pátio de estacionamento e para a construção de um cercado no aeródromo do município.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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