Mato Grosso
Prefeito de Paranaíta afirma que obras vão transformar região: “condições de vida da população serão muito melhores”
O Governo de Mato Grosso vai investir R$ 87,6 milhões em obras de infraestrutura no município de Paranaíta. Os convênios, ordens de serviço e autorizações para as obras foram assinados nesta quinta-feira (19.05), durante evento realizado na cidade com a participação do governador Mauro Mendes e demais autoridades.
O prefeito de Paranaíta, Osmar Mandacaru, lembrou que os seis prefeitos da região, pediram ao governador que fosse feito um plano de desenvolvimento regional. “Nós achamos que pedimos muito, mas o governador achou que era pouco. Tudo o que nós havíamos pedido foi triplicado”, contou o prefeito.
“O sentimento aqui é de gratidão, por tudo o que o Governo tem feito por essa região. Hoje nós temos orgulho de sermos prefeitos e termos um Estado que cumpre o que escreve. Nos tirou do fim da linha e agora vamos ter asfalto até Apiacás, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde. A região vai se transformar com essas obras de infraestrutura e as condições de vida da população serão muito melhores”, afirmou o prefeito.
Segundo o governador Mauro Mendes, o objetivo com as obras é justamente melhorar a vida das pessoas. “Quando você investe em logística, em estrada, não é só para o caminhão de soja ou de boi passar. As pessoas também passam por essa estrada. O asfalto cria melhores condições de vida para as pessoas, melhora a produção, gera emprego e traz desenvolvimento para uma região que tem muito potencial”, afirmou.
O governador assinou a ordem de serviço para restauração da MT-206/208, entre Paranaíta e Alta Floresta. Com extensão de 87,34 km, a obra está orçada em R$ 57.686.139,31 e será executada pela empresa Agrimat.
O governador também assinou a autorização para contratar a empresa vencedora da licitação para construção de uma ponte com 100 metros de extensão sobre o Rio Paranaíta, na MT-208, com um investimento de R$ 7 milhões. Também foi autorizada a licitação para construir uma ponte de 180 metros sobre o Rio Apiacás, na MT-160, com valor estimado em R$ 13,9 milhões.
“Essas obras resgatam a confiança da iniciativa privada, que investe mais, gera mais empregos, a lavoura triplica, o que também gera mais imposto para o Estado que pode investir ainda mais. A roda gira de maneira positiva e todo mundo ganha”, completou Mauro Mendes.
Três convênios foram assinados com o município, em um investimento de R$ 8,9 milhões. Um para asfaltar e drenar a rua 608, no Setor SE-1, outro para asfaltar o bairro Jardim Amazonas e um último para construir uma ponte sobre o Rio Paranaíta, na rodovia Ponte Nova.
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), também entregou quatro resfriadores de leite, com capacidade para armazenar mil litros, que deverão ser utilizados pelos agricultores familiares do município.
O deputado estadual Dilmar Dal Bosco, lembrou que o Governo só assina convênios que tem condição de pagar. “É um orgulho poder falar que tudo o que foi assinado aqui, que os recursos já estão reservados”. Já o deputado federal Nelson Barbudo, afirmou que os investimentos só foram possíveis graças à boa gestão de recursos realizada pelo Governo de Mato Grosso.
O governador Mauro Mendes cumpre agenda na região Norte e Noroeste nesta quinta e sexta-feira. Mais cedo ele esteve em Alta Floresta, para assinatura de convênios e entrega de ônibus escolares. Agora, ele segue para vistoriar as obras de pavimentação da MT-206, entre Paranaíta e Apiacás, onde também assina convênios com o município. Nesta sexta-feira, o governador cumpre agenda em Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes e Aripuanã.
Também estão presentes na viagem os senadores Wellington Fagundes e Fábio Garcia, os deputados federais Neri Geller e Juarez Costa, o deputado estadual Nininho, os secretários de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, de Educação, Alan Porto, de Agricultura Familiar, Teté Bezerra e de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti, além de prefeitos e vereadores da região.
Investimentos em Paranaíta
O Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 131,3 milhões em obras de infraestrutura e educação, ações sociais e no fortalecimento da agricultura familiar do município de Paranaíta (840 km de Cuiabá) nos últimos três anos de gestão. Entre as ações estão a pavimentação da MT-206, entre Paranaíta e Apiacás, a reforma geral e construção de quadra poliesportiva da Escola Estadual Mário Corrêa da Costa, distribuiçãoo de cestas básicas, filtros de barro e transferência de renda, além da distribuição de máquinas para a agricultura familiar.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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