Mato Grosso
Preparativos da 13ª edição da Festa da Pamonha em Juscimeira-MT estão a todo vapor
Nos dias 3 e 4 de agosto, o Vale do São Lourenço vai parar com a tradicional Festa da Pamonha de Juscimeira, um dos eventos mais esperado e delicioso da região Sul de Mato Grosso. Paralelo ao evento ocorrerá a 10ª Mostra do Artesanato e Produtos da Agricultura Familiar, com expositores do município e outras localidades. A entrada, nas duas noites, será 1 Kg de alimento não perecível, exceto sal, que serão destinados a famílias assistidas. .jpg)
A dupla Munhoz & Mariano será a aposta deste ano. Eles, com todos seus sucessos, irão comandar a primeira noite, sexta-feira (03/08), que também contará com as atrações Aline e Camila (Gospel), Fernando e Araújo e DJ Pery. Já no sábado (04), tem as duplas: Edson e Gustavo, Rico & Léo, Cristina & Regina, Eduardinho & Ketlin Reis, com atrações a partir das 18 horas, nas duas noites.
Como todos os anos, a Pamonha e outras guloseimas preparadas com o milho, serão as estrelas gourmet das duas noites, que neste ano promete superar as outras edições. Na última, segundo dados da Secretaria Municipal de Turismo, foram vendidas cerca de 10 mil pamonhas, mais de dois mil copos de caldo ‘chica doida’, cerca de 800 pedaços de bolos assado, mais de mil potes de cural e duas mil porções de bolo frito, dentre outros.
O pamonheiro Edvaldo José Pereira Prates, conhecido por Vavá, está ansioso e disse que a expectativa é maior que o ano passado. Ele também comercializa pamonha e outros derivados do milho o ano todo, de domingo a domingo, na sua barraca localizada na BR 364/163, logo após o Casarão. 
“Só não vendemos mais pamonha o ano passado porque faltou milho na região. Tive que comprar milho do Paraná, Goiás e do nosso fornecedor local, que produz no Distrito de Celma, em Jaciara. Neste ano não vamos ter mais esse problema, as espigas estão todas padronizadas”, frisou Vavá.
Ainda segundo o pamonheiro, o visitante da Festa da Pamonha que quiser levar as delícias da terra e chegar fresquinhas no seu destino, será disponibilizada embalagem térmica para manter o as características originais do produto.
Segundo o prefeito Moisés dos Santos, o evento que já faz parte do calendário oficial do município e do estado, neste ano promete superar o recorde de público e comercialização de produtos.
“Nosso município, que é reconhecido como Capital das Águas Quentes de Mato Grosso, com o forte potencial para o turismo não pode deixar de promover evento como este, tradicional e que agrega valor tanto cultural quanto econômico, movimentando diversos setores do nosso município”, conclui Moisés.
A 13ª Festa da Pamonha é promovida pela Administração Municipal, por meio da Secretaria de Cultura em parceria com as secretarias de Turismo, Administração e de Desenvolvimento Social.
Fonte: Assessoria de Imprensa / PMJ
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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