Mato Grosso
Primavera do Leste recebe a 13ª edição do Festival Velha Joana
Primavera do Leste se transforma nesta semana em um palco de espetáculos de teatro, dança, encontros, performances e intervenções artísticas. A 13ª edição do Festival Velha Joana começa nesta sexta-feira (08.11), reunindo 62 apresentações em um ambiente lúdico para as crianças e um espaço de entretenimento e cultura para jovens e adultos. O evento prossegue até o dia 17 de novembro, com um público estimado de 15 mil pessoas.
“A democratização do acesso à Cultura é uma prioridade em nossa gestão, que se comprometeu com o fortalecimento de iniciativas de fomento às manifestações artístico-culturais nos municípios mato-grossenses, como é o Festival Velha Joana”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec Benitez.
O Festival ocorrerá com três mostras simultâneas: Oficial, Panorama e Regional. Ao todo, foram 110 trabalhos inscritos, sendo selecionados 62 para os nove dias de programação. “Caminhamos para a 13ª edição do Festival Velha Joana. São 13 anos ininterruptos de apresentações, trocas, debates, fomento e, principalmente, de fortalecimento das artes em Mato Grosso”, comenta um dos idealizadores e atual secretário municipal de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude de Primavera do Leste, Wanderson Lana.
A Mostra Oficial contempla espetáculos, processos, intervenções e performances de grupos e artistas dos estados de São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso, selecionados via edital. “A parceria com a Secel foi imprescindível para que conseguíssemos trazer companhias profissionais e grandes nomes do teatro brasileiro e mato-grossense para apresentar-se no Festival”.
As mostras Panorama e Regional são destinadas às apresentações de grupos e artistas de Primavera do Leste e de outros municípios do Estado, respectivamente. O objetivo é valorizar grupos em formação ou que estão começando, e fomentar a produção artística no Estado. Ao final, uma comissão do Festival irá escolher trabalhos das duas mostras e estes receberão ajuda financeira para custear novos espetáculos na cidade, como uma forma de incentivo à arte e o acesso à população.
O 13° Festival de Teatro Velha Joana é realizado pela Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, a Associação Cultural Teatro Faces, Ponto Faces de Cultura e tem o patrocínio da Secel.
Para mais informações sobre programação, grupos e resumo dos espetáculos, acesse a rede social do Festival.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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