Mato Grosso
Primeira-dama de MT é homenageada no encontro das ouvidorias públicas do Brasil
Durante a programação da 7ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Ouvidorias de Defensorias Públicas do Brasil nesta terça-feira (29.11), realizada no auditório Clóves Vettorato no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foi homenageada com o troféu ‘Eu Reconheço’, criado pela Ouvidoria da Defensoria Estadual, com a finalidade de materializar os elogios recebidos por meio do sistema Denfezap.
De acordo com o ouvidor-geral Cristiano Nogueira Peres Preza, a entrega da homenagem à primeira-dama do Estado é pela atitude que ela teve durante o período de pandemia, quando atendeu o chamado da população que precisava da doação de alimentos.
“No período mais crítico da pandemia, quando pessoas estavam perdendo empregos e passando por situação crítica de falta de alimentos, dona Virginia não mediu esforços. Ela também passava por um momento delicado na família, com a mãe na UTI e que, infelizmente, depois veio a falecer. Enquanto muitos estavam dentro de casa, a primeira-dama vestiu a camiseta azul e foi para linha de frente conosco”, ressaltou.
Segundo Preza, a iniciativa da primeira-dama em criar um plano de atendimento com o projeto ‘Vem Ser Solidário’, que depois passou a ser chamado de ‘Ser Família Emergencial’, foi fundamental para colocar em prática as ações de combate a fome.
“Nós conseguimos levar um pouco mais de conforto à população carente que naquele momento passava por alguma situação de vulnerabilidade, e a primeira-dama esteve conosco a todo momento”, contou.

O ouvidor-geral lembrou a preocupação do Governo do Estado com a segurança alimentar, e ressaltou o papel desempenhado por Virgínia Mendes. “As ações continuadas do Estado em prol segurança alimentar têm garantido que a fome seja combatida. Mesmo após o ápice da pandemia, os projetos sociais são prioridade, a atenção da nossa primeira-dama é fundamental”, destacou.
“Essa homenagem é o reconhecimento dos povos indígenas, ribeirinhos, dos catadores de material reciclável, dos quilombolas. A senhora é mãe de todas as entidades da sociedade civil. Gratidão por cuidar do povo mato-grossense”, agradeceu Cristiano Preza.
Desde o início da pandemia já foram entregues 1.121.432 cestas básicas de alimentos e kits de produtos de higiene e de limpeza; foram doados 40 mil filtros de barro à famílias carentes; 516 mil cobertores; e ainda foram adquiridas 2 mil bengalas e regletes (instrumentos para escrita Braille), investimento de R$ 123 milhões.
“Eu não esperava essa homenagem tão linda. Na pandemia tentamos ajudar todas as entidades e pessoas que nos procuravam, contamos com ajuda de voluntários e entidades, e a Ouvidoria da Defensoria foi muito importante. Nós conseguimos matar a fome, ou pelo menos não deixar que a população padecesse com as tantas dificuldades daquele momento tão difícil, com perdas de familiares e amigos. Dedico a todos os guerreiros essa honraria”, agradeceu a primeira-dama de MT.
Virginia aproveitou para fazer uma declaração aos representantes indígenas. “Como já me deram uma alma indígena e me sinto um deles, quero dizer o quanto eu amo todos vocês”, declarou Virginia Mendes.
O troféu ‘Eu Reconheço’ foi destaque no 17ª Innovare como iniciativa que valoriza e identifica as melhores práticas da justiça brasileira.
Além do ouvidor da DPMT, Cristiano Preza, marcaram presença no encontro as ouvidoras Norma Barbosa (Defensoria do Pará), Soleane Manchineri (Acre), Patrícia de Almeida (Distrito Federal), Maria Caovilla (Santa Catarina), Sirlene Assis (Bahia), Fabiola de Jesus (Maranhão), Valdirene de Oliveira (Rondônia), Karollyne Nascimento (Paraná), e o ouvidor Guilherme Pimentel (Rio de Janeiro), o presidente da Metamat, Juliano Jorge, o superintende de Assuntos Indígenas Agnaldo Santos, a segunda subdefensora-geral Maria Cecília Alves da Cunha, representantes de comunidades Quilombolas e Indígenas.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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