Mato Grosso
Primeira-dama entrega brinquedos às crianças do Hospital Estadual Santa Casa
Uma ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, liderada pela primeira-dama Virginia Mendes, e em parceria com a presidente da Associação dos Empresários do Distrito Industrial (Aedic), Margareth Buzzeti, levou alegria para 42 crianças que estão internadas no Hospital Estadual Santa Casa. A atividade faz parte do programa SER criança, coordenado pela primeira-dama.
Foto por: Jana Pessoa – Setasc/MT
A comemoração que marca o Dia das Crianças foi antecipada na ala pediátrica e os pequenos foram surpreendidos, na tarde desta quinta-feira (03.10), ao ganhar presentes que foram entregues pela primeira-dama. A turma da Tia Hanna também deu um toque especial, levando personagens para distrair e entreter as crianças.

Foto por: Jana Pessoa – Setasc/MT
“Estou muito feliz em poder trazer essa felicidade às crianças que estão internadas. Nós que somos mãe, sabemos o quanto essa fase de tratamento é difícil para eles, e também para os pais. A gente quer trazer um pouco de alegria. Agradeço muito à Tia Hanna e toda a equipe dela, que topou na hora o convite e mesmo no meio de tantas atividades dedicaram um tempo especial para as nossas crianças. E, é claro, não posso deixar de destacar a minha amiga e sempre parceira Margareth Buzetti, que tem um coração gigantesco. Só tenho que agradecer a todos, a diretora da Santa Casa e sua equipe do hospital, que são carinhosos e atenciosos”, disse Virginia Mendes.
Foto por: Jana Pessoa – Setasc/MT
Os idealizadores foram recepcionados pela diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Danielle Carmona, que integrou o grupo e guiou a vista ao quarto de cada criança, para a entrega dos presentes. “É com muita alegria que recebemos essa ação aqui no hospital, pois temos 42 crianças internadas e a entrega de brinquedos proporciona alegria, amor e muito carinho às crianças e as mães aqui presentes. Além disso, essa ação resulta no fortalecimento, recuperação e cura delas”, declarou.
O policial militar Ronivaldo José da Silva, morador da cidade de Barra do Garças (a 516 km de Cuiabá), acompanha o filho que foi diagnosticado com linfoma no abdômen e disse que “essa ação promovida pela primeira-dama é muito importante, é um trabalho brilhante, pois traz muita alegria a todas as crianças”.
O pai do paciente aproveitou para falar sobre o atendimento que o filho está recendo e elogiou o trabalho ofertado pela equipe do Hospital Estadual. “Meu filho está sendo bem atendido, graças a Deus, o atendimento foi muito rápido, só tenho que agradecer por este hospital, pelo excelente atendimento que os meus filhos e as outras crianças estão recebendo”.
A presidente da Associação dos Empresários do Distrito Industrial (Aedic), Margareth Buzzeti, disse que foi convidada pela primeira-dama para essa ação e destacou a sensibilidade e toda atenção que foi oferecida por ela, por meio de suas ações sociais.
Foto por: Jana Pessoa – Setasc/MT
“Virginia tem uma sensibilidade com as crianças, principalmente com quem está doente. Ela tem um olhar especial para esse lado, é muito humana. Então ela me convidou a ser parceria nesta ação e eu prontamente aceitei o convite. Todos os anos eu faço doações de brinquedos para estas crianças que estão internadas, é ainda mais especial poder levar um pouco de alegria e diversão”.
Foto por: Jana Pessoa – Setasc/MT
Outras ações
Essa não é a primeira ação promovida pela primeira-dama, que já demostrou todo o seu carinho e preocupação com o Hospital Estadual Santa Casa, promovendo campanhas para ajudar os pacientes em tratamento na unidade. A comemoração do seu aniversário reuniu amigos e parceiros para doarem brinquedos para a ala infantil do Hospital Estadual.
Além dos brinquedos e dos eletrodomésticos doados por amigos e empresas sensíveis à causa, a primeira-dama também articulou ações para a reforma de três brinquedotecas da pediatria, realizando uma ampla transformação nos ambientes com móveis novos, adesivos e pinturas lúdicas.
Foto por: Jana Pessoa – Setasc/MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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