Mato Grosso
Problemas mecânicos no feriado representam 76% dos atendimentos da Rota do Oeste
Mais de 460 atendimentos relacionados a problemas mecânicos na BR-163 foram realizados pela Rota do Oeste durante o feriado de Finados, de 1º a 4 de novembro. O índice representa 76% dos atendimentos registrados pela Concessionária neste período e uma média de 100 casos por dia. O restante das ocorrências é referente a atendimentos médicos a usuários e envolvidos em acidentes no trecho concessionado.
Em 56% dos casos de panes mecânicas, os veículos foram liberados ainda na rodovia após a conclusão do trabalho das equipes operacionais da Rota do Oeste. A saída para o feriado, em 1º de novembro (quinta-feira), foi o dia em que a Concessionária recebeu o maior número de solicitações de apoio, com 131 atendimentos.
O gerente de Operações da Rota do Oeste, Wilson Ferreira, destaca que atendendo às outras 44% de ocorrências em que houve necessidade de remoção do veículo, a Concessionária disponibilizou de seus 26 guinchos, entre leves e pesados. “Sempre alertamos ao usuário quanto à importância da revisão dos veículos para evitar transtornos como panes elétricas. O objetivo das nossas equipes é garantir o prosseguimento da viagem com segurança e sem oferecer riscos a outros usuários também”, pontuou.
A estrutura operacional da Concessionária conta ainda com 18 bases de atendimento, 18 ambulâncias, sendo cinco delas com UTI móvel, 19 veículos de inspeção de tráfego e 5 caminhões-pipa para combate a incêndios. O Centro de Controle Operacional (CCO) manteve-se em funcionamento 24 horas pelo 0800 065 0163.
No feriado de Finados, a Rota do Oeste também realizou 37 atendimentos médicos/clínicos a usuários com algum tipo de problema de saúde, sendo 20 dessas pessoas removidas para unidades hospitalares. Ao longo do trecho concessionado, foram registrados 43 acidentes.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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