Mato Grosso
Procon-MT registra 3.300 reclamações; cobranças indevidas lideram em vários setores
O Procon Estadual registrou no mês de agosto 3.300 reclamações de consumidores. No Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) foram 2.133 registros e no atendimento online, por meio da plataforma www.consumidor.gov.br, 1.167 reclamações.
No Sindec, a área “Serviços Essenciais” segue na liderança do ranking com 1.097 registros. Dentro dessa área, o assunto mais reclamado ainda é “Energia Elétrica”, que fechou agosto com 481 registros. Em relação à energia, o problema mais frequente é “cobrança indevida/abusiva”, com 408 reclamações.
Na sequência de assuntos, aparecem a área “Água/Esgoto”, com 312 registros, seguido de “Telefonia Celular”, com 190 reclamações. Nesses dois assuntos, a cobrança indevida também se mantém como problema mais frequente apresentado pelos consumidores, sendo “Água/esgoto”, com 263 e “Telefonia Celular”, com 119 reclamações de cobrança indevida.
O segundo lugar do ranking é ocupado pela área “Assuntos Financeiros”, que apresentou 489 reclamações, sendo: 141 registros para o assunto “Banco Comercial”, 119, para “Cartão de Crédito” e 104, para “Financeira”.
A área “Serviços Privados” ficou na terceira posição, com 293 registros. No assunto “Estabelecimento comercial” foram registradas 65 reclamações; “Escola (Pré, 1º, 2º Graus e Superior)” teve 39 e “TV Por Assinatura (Cabo, Satélite, Etc.)”, 34 registros.
Na quarta posição está a área “Produtos”, com 200 registros. Para o assunto “Telefone (Convencional, Celular, Interfone)” foram 22 reclamações; 10 para “Material de Escritório/Escola”, e “Internet ”, 9.
A área “Saúde” ocupa o quinto lugar do ranking com 33 reclamações. Em seguida aparece a área “Habitação”, com 13. A sétima e última posição do ranking é ocupada pela área “Alimentos”, com 8 registros.
Atendimento Online
Na plataforma www.consumidor.gov.br o Procon-MT registrou 1.268 reclamações, sendo que a área ”Telecomunicações” lidera com 497 reclamações. Em segundo lugar estão ”Serviços Financeiros”, com 362 reclamações; e em terceiro, “Transportes”, com 123.
Confira a lista
|
Posição |
Área |
Nº de reclamações |
|
1º |
Telecomunicações |
478 |
|
2º |
Serviços Financeiros |
404 |
|
3º |
Produtos de Telefonia e Informática |
84 |
|
4º |
Transportes |
62 |
|
5° |
Demais produtos |
53 |
|
6º |
Demais serviços |
50 |
|
7º |
Produtos eletroeletronicos e eletrodomesticos |
26 |
|
8º |
Saúde |
4 |
|
9º |
Turismo/Viagens |
9 |
|
9º |
Água, energia e Gás |
9 |
*As áreas “Educação”, “Habitação” e “Alimentos” não apresentaram registros no mês de agosto.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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