Mato Grosso
Projeto viabilizado pela Secel oferece bate-papos, rodas de conversas e oficinas sobre dança

O evento “Parecis em Dança: Oficinas de Formação e Qualificação” inicia neste sábado (22.2), com rodas de conversas, bate-papos e oficinas sobre diversos estilos de dança, de forma online e presencial. A iniciativa é viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital Viver Cultura – Expressões Artísticas da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
O projeto tem como objetivo fomentar a formação técnica e artística de profissionais da dança, promovendo o acesso e a democratização da arte no Estado de Mato Grosso.
Ao todo serão disponibilizadas mais de 200 vagas gratuitas para as oficinas, voltados para professores, bailarinos, coreógrafos e interessados em aperfeiçoamento na área da dança.
A programação do projeto aborda temas como metodologia do ballet clássico, estratégias para aulas de jazz, organização de grupos e festivais, inclusão na dança, gestão de escolas de dança e projetos sociais. As atividades contarão com profissionais renomados do cenário da dança de Mato Grosso e do Brasil.
As inscrições são gratuitas, bastando que o interessado preencha o formulário online – disponível aqui. No entanto, as atividades presenciais serão realizadas em Campo Novos dos Parecis (402 km de Cuiabá).
Mais informações no perfil do Instagram da instituição que realiza o projeto: @ciaarteflordemenina
Confira aqui a programação:
22/01 – Oficina Ballet Clássico na Infância – Metodologia, caminhos e bases
Local: Google Meet
Horário: 14h
Nº de vagas: 30 vagas
08/03 – Oficina Aulas de Jazz para crianças e adolescentes – Estratégias e possibilidades
Local: Google Meet
Horário: 14 h
Nº de vagas: 30 vagas
15/03 – 1º Encontro Presencial em Campo Novo do Parecis
Local: Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Novos do Parecis
Horário: 14h
Nº de vagas: 60 vagas
22/03 – Oficina Coreografias, organização de grupos e festivais
Local: Google Meet
Horário: 14h
Nº de vagas: 30
02/04 – Bate Papo online – Dança acesso e inclusão
Local: Google Meet
Horário: 19h30
Nº de vagas: 40 vagas
05/04 – Oficina e Bate-papo – Criação em jazz: caminhos
Local: Google meet
Horário: 14h
Nº de vagas: 30 vagas
12/04 – Bate-papo – Projetos Sociais, Dança e Arte-educação
Local: Google Meet
Horário: 14h
Nº de vagas: 50 vagas
19/04 – Bate papo – Escolas de Dança: Petite Danse do Rio para o Mundo: um bate papo sobre gestão
Local: Google Meet
Horário: 14h
Nº de vagas: 30 vagas
24/05 e 25/05 – 2º e 3º encontros presenciais em Campo Novo do Parecis
Local: Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Novos do Parecis
Horário: a definir
*Supervisão Cida Rodrigues
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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