Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Portal Agro

Qualidade e resistência de fibra chamam a atenção de participantes da Missão Compradores ABRAPA 2019

Publicado

Indústrias têxteis de oito países passaram por Mato Grosso entre os dias 18 e 20 de agosto para conferir de perto o trabalho desenvolvido por produtores, algodoeiras, cooperativas e laboratórios de análise de HVI

Missão Compradores 2019 ABRAPA

Qualidade, resistência, uniformidade e sustentabilidade. Estes foram alguns pontos levantados por representantes de indústrias têxteis de oito países sobre o algodão mato-grossense durante passagem no estado da Missão Compradores 2019, promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA). A missão era composta por representantes da China, Paquistão, Vietnã, Coreia do Sul, Turquia, Índia, Peru e Bangladesh. Em Mato Grosso a ação contou com a parceria da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA).

A missão é realizada pela ABRAPA desde 2015 e tem como intuito trazer indústrias têxteis de diversas partes do mundo ao Brasil. Segundo a entidade, desde a primeira edição mais de 80 fiações de todo o mundo já estiveram no Brasil para conhecer o sistema de produção do algodão brasileiro, visitar propriedades rurais, conhecer a colheita mecanizada, as usinas de beneficiamento de algodão, os programas de qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro, os laboratórios de análise de HVI, bem como fazer negócios.

O Brasil na safra 2018/2019 figura como 4° maior produtor de algodão e 2º maior exportador. Além disso, o país é o maior fornecedor de algodão sustentável para o mundo.

Veja Mais:  Serviço Florestal lança Plataforma de Automação do Cadastro Ambiental Rural

Em Mato Grosso os industriais têxteis visitaram fazendas, laboratórios de análise, algodoeira, fiação e o Centro de Treinamento do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). As visitas ocorreram nos municípios de Sapezal, Campo Verde e Primavera do Leste.

Segundo o presidente da AMPA, Alexandre Pedro Schenkel, missões comerciais sempre são válidas para troca de informações e experiências independente se elas ocorram no Brasil ou em algum outro país. “O Brasil, em especial Mato Grosso, tem a capacidade de fazer duas safras em uma mesma área e de forma sustentável, sem a necessidade de abrir um centímetro de área. Em Mato Grosso temos três pontos que nos tornam eficientes na produção: solo, clima e pessoas”.

Schenkel lembra que 80% dos produtores de Mato Grosso plantam algodão há mais de 10 anos e que o emprego de tecnologia no campo também auxilia na produção.

O presidente da ABRAPA, Milton Garbugio, pontua que crises no mundo vem e vão. “É importante ações como essa, pois crises vem e vão e isso mostra o quanto somos eficientes”.

Missão Compradores 2019 ABRAPA

Sun Wei era um dos participantes que compunha a comitiva de chineses. Pela primeira vez no Brasil, ele comenta que a empresa para a qual trabalha todos os anos envia um representante nas missões da ABRAPA. “Queria conhecer mais sobre o algodão brasileiro. É importante participar. Consideramos o algodão brasileiro um dos melhores do mundo. Cada vez mais nossos clientes procuram o algodão brasileiro devido à guerra comercial com os Estados Unidos. Essa ligação Brasil e China é importante manter”.

Veja Mais:  Publicada lista de produtos com bônus em junho para Garantia de Preços para a Agricultura Familiar

Único integrante da América Latina, José Omar Perez possui no Peru uma indústria têxtil integrada que trabalha desde a fiação até a confecção. “Fiquei impressionado com a evolução da produção de algodão de Mato Grosso de modo sustentável e o respeito ao meio ambiente. E, o tamanho da produtividade e qualidade também. Isso torna o país cada vez mais competitivo”.

Já cliente do algodão brasileiro, Phan Duc Le Hoang possui no Vietnã uma tecelagem. “Já compramos algodão brasileiro e já estávamos impressionados com o produtor, porém queria saber mais detalhes sobre ele. Fiquei impressionado com as algodoeiras e o algodão o quanto é limpo comparado com os outros”.

Lalit Mahajan, da Índia, comenta que seu país está voltando a comprar o algodão brasileiro. De acordo com ele, a Índia teve em 2004 “uma experiência não muito boa com o algodão do Brasil, mas que viu hoje a evolução e o quanto há de qualidade, produtividade e tecnologia. A missão foi produtiva para ver isso de perto”.

Missão Compradores 2019 ABRAPA

A empresa a qual Mirza MD Shorforaj Hossain ainda não compra algodão produzido no Brasil, mas a qualidade vista o faz repensar. “Vi muita qualidade. Não compramos ainda algodão daqui e a missão é uma oportunidade para isso”.

Comentários Facebook

Portal Agro

“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

Publicado

Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

Comentários Facebook
Veja Mais:  Ações de prevenção da resistência aos antimicrobianos avançam
Continue lendo

Portal Agro

Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Publicado

China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
Comentários Facebook
Veja Mais:  Ações de prevenção da resistência aos antimicrobianos avançam
Continue lendo

Portal Agro

Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

Publicado

Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

Veja Mais:  Serviço Florestal lança Plataforma de Automação do Cadastro Ambiental Rural

E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana