Política MT
“Realmente, o governo do Estado não tem muito interesse em Rondonópolis”, lamenta Delegado Claudinei
O parlamentar expôs no parlamento estadual a impressão que possui sobre o governo estadual em relação ao município

Deputado Claudinei nota que a gestão estadual não se preocupa com Rondonópolis-Foto: Assessoria
O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã desta terça-feira (23), expôs a impressão que tem sobre a gestão atual do governo estadual em relação ao município de Rondonópolis, a terceira maior cidade e segunda economia do estado de Mato Grosso.
Primeiramente, ele agradeceu a oportunidade do coordenador da bancada federal de Mato Grosso, Dr. Leonardo (SD), por ter cedido espaço na reunião com senadores e outros parlamentares federais, nesta segunda-feira, para requerer a instalação de uma base aérea do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), em Rondonópolis, com investimento previsto de cerca de R$ 28 milhões.
“Agradeço o espaço, em que pudemos entregar os nossos ofícios aos parlamentares para reivindicar essa importante demanda. O prefeito Zé do Pátio (SD) já disponibilizou um espaço próximo ao aeroporto da cidade para que fique a base aérea. Já é uma luta nossa há dois anos que vai favorecer o atendimento de ações nas áreas da saúde e segurança pública em benefício da população das regiões sul e sudeste de Mato Grosso”, explica Claudinei.
Nesta reunião, também marcou presença o secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), Alexandre Bustamante, que apresentou os respectivos projetos e investimentos previstos pela pasta. “A notícia triste para Rondonópolis é que na fala do secretário Bustamante, dentre as prioridades de recursos federais para investir na segurança, mais uma vez, Rondonópolis foi deixada de lado. A gente viu prioridade para Cuiabá, mas ele não demonstrou interesse sobre a instalação da Ciopaer em Rondonópolis”, ressalvou o deputado que chegou a comentar sobre essa demanda com Alexandre.
Outros setores apontados por Claudinei que refletem o desinteresse da gestão estadual com o município são os setores da saúde e infraestrutura. “Podemos ver que o Hospital Regional, administrado pelo Estado, ainda tem muitas reclamações com atrasos de cirurgias e falta de materiais. As estradas das MT-471 e MT-383 que poderiam ter sido asfaltadas há mais de dois anos. São procedimentos travados e burocráticos com as Secretarias de Estado de Meio Ambiente e Infraestrutura. Não se nota uma atenção em asfaltar essas estradas, infelizmente”, indigna o parlamentar.
Ele aproveitou para informar sobre um encontro que teve com o prefeito municipal, Zé Carlos do Pátio, em que fez questão de perguntar sobre a relação do gestor com o governo estadual. “Fiz questão de perguntar: Prefeito, o governador de Estado, nestes dois anos, esteve em Rondonópolis e já fez reunião com vereadores, prefeito e deputados da região? Infelizmente, a resposta foi negativa”, diz Claudinei.
“Este é mais um exemplo, que o governo do Estado não está preocupado com os 250 mil habitantes e 150 mil eleitores de Rondonópolis. Deixo o seguinte recado: Ano que vem temos eleições para presidente, governador, senador e deputado federal, prestem atenção por quem luta por Rondonópolis”, alerta o deputado.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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