Mato Grosso
Recuperandos trabalham em limpeza e reforma de prédios públicos na capital e interior
Prédios públicos instalados em Cuiabá recebem serviços de limpeza, jardinagem e obras feitos por reeducandos do Centro de Ressocialização de Cuiabá (antigo presídio do Carumbé). Nesta semana, o grupo formado por seis recuperandos começou a limpeza de um prédio do Estado na região central. Na próxima semana, está previsto o início da limpeza do prédio do antigo Lar da Criança, no bairro Bandeirantes.
As atividades feitas pelos reeducandos fazem parte da colaboração voluntária desenvolvida pelo CRC, com serviços como limpeza, reparos elétricos e hidráulicos, pintura, jardinagem, poda de árvores. Os reeducandos entram com mão de obra e os órgãos adquirem os materiais, quando necessário, o que gera economia ao órgão público.
Todos os trabalhos externos dos reeducandos são realizados com prévia autorização da Justiça. Os trabalhos de limpeza duram, em média, de 3 a 4 dias.
Neste ano, já foram realizados serviços em unidade da Polícia Militar, Escola de Saúde Pública do Estado e reforma de salas de aula do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso, campus Bela Vista. Um grupo também está trabalhado na ampliação da sede do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil.
Escola de Saúde Pública depois da limpeza realizada pelos reeducandos
O diretor do CRC, Winkler Freitas, informa que os serviços são uma maneira dos reeducandos colaborarem com a sociedade. “Muitos deles têm experiência em serviços hidráulico, são eletricistas e também temos quem sabe, profissionalmente, fazer manutenção em ar condicionado e em pintura predial. Todos trabalham com autorização judicial e são acompanhados por agentes penitenciários”, explica.
No ano passado, além da limpeza de diversas unidades do Estado na capital, um grupo de reeducandos colaborou na reforma da Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande. O grupo de recuperandos fez toda a parte elétrica, hidráulica e a arquitetura. Foi o primeiro trabalho extramuro de Cácio Antônio. “É bom para ocupar a mente e com o benefício de poder trabalhar tenho chance de retribuir a sociedade com serviços prestados”, afirma.
“Com essa mão de obra ofertada colaboramos para a redução nos custos de serviços na administração pública e proporcionamos ocupação para os reeducandos”, observa o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores.
Reforma de escolas
Em cidades do interior, unidades prisionais também desenvolvem projetos para ocupar os reeducandos e prestar serviços públicos. Desde 2017, um grupo de reeducandos da unidade prisional masculina de Cáceres faz a limpeza e pintura de prédios públicos, por meio do Projeto Escola Limpa.
Escolas, creches, universidade e unidades das forças de segurança pública já receberam serviços como jardinagem, poda de árvores e pequenos reparos elétricos, além da limpeza. No ano passado, eles fizeram a limpeza e pintura de cinco escolas do município e estaduais, além de espaços públicos, como praças de Cáceres e de prédios, também o Centro de Especialidades Odontológicas, Delegacia de Fronteira, Corpo de Bombeiros, Centro Socioeducativo e Ciretran.
Em Barra do Garças, o projeto Amigos da Escola, desenvolvido por agentes penitenciários com reeducandos da unidade prisional leva serviços a escolas públicas da cidade.
O “Amigos da Escola” trabalhou no ano passado em escolas estaduais como a Apae, Nossa Senhora da Guia, no Jardim Bela Vista, Irmã Diva Pimentel e Marechal Eurico Gaspar Dutra.
O diretor da unidade prisional, Jailson André, explica que a inciativa foi criada pelo agente penitenciário Gustavo para empregar reeducandos que têm alguma experiência nos serviços de pintura, elétrica, jardinagem, construção de calçadas, entre outros.
Em Vila Bela da Santíssima Trindade, na região oeste, reeducandos trabalham todos os anos colaborando com a reforma de escolas municipais.
Para cada três dias de trabalho, o preso recebe um dia de remição de pena, conforme estabelece a Lei de Execução Penal (LEP).
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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