Mato Grosso
Regionais de Rondonópolis e Tangará começam a emitir licenças ambientais
As Diretorias de Unidades Desconcentradas de Rondonópolis e de Tangará da Serra já estão emitindo licenças ambientais. A regional de Rondonópolis é responsável por atender 18 municípios da região Sul do estado, entre eles Primavera do Leste, Campo Verde e Jaciara. Já a DUD de Tangará inclui 16 municípios como Campo Novo do Parecis e Sapezal.
O horário de atendimento aos empreendedores que querem entrar com o processo para emissão das licenças ambientais em alguma das duas unidades é das 14 às 18 horas.
Até o momento, apenas a unidade desconcentrada de Sinop emitia licenças ambientais, além de Cuiabá. A previsão é que até o mês de novembro outras regionais como Cáceres, Barra do Garças e Alta Floresta, que já realizam trabalhos de fiscalização, vistoria e inspeção, também passem a emitir as licenças.
“A importância da desconcentração da gestão ambiental é fazer com o que o serviço chegue na ponta, aproximar a gestão dos municípios e cumprir a Lei Complementar 140. É uma missão muito árdua, precisaremos ainda aprimorar o monitoramento ao mesmo tempo que avançamos com nosso trabalho. Isso fortalece as nossas regionais, estamos estruturando as nossas diretorias desconcentradas e esse é um passo fundamental para a gestão ambiental do estado de Mato Grosso e para que o serviço chegue ao usuário”, destacou o secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby.
As regionais estão passando por um treinamento de capacitação com os seus servidores para a emissão de licença. Todas as Diretorias de Unidades Desconcentradas do estado receberam veículos e equipamentos para melhorias da gestão ambiental, recursos do programa Mato Grosso Sustentável financiando pelo Fundo Amazônia/ BNDES.
Para o diretor da Unidade Desconcentrada de Tangará da Serra, Jeferson Zucchi, a emissão das licenças ambientais demonstra a valorização do trabalho prestado na unidade. “Temos uma equipe reduzida, mas com uma competência técnica muito grande. É um ganho para a unidade e para a sociedade em geral. Os empreendedores terão maior agilidade na análise de processo tendo em vista que atendemos uma região muito demandante na questão de licenciamento ambiental. Agora poderemos dar um tempo de resposta mais curto na relação início e fim do processo”.

O diretor da Unidade Descentralizada de Rondonópolis, Vinicius Degaspery Firmino, também comemorou a conquista. “Vai facilitar muito para os empreendedores da região Sul de Mato Grosso que antes tinham que ir à Cuiabá realizar a emissão destas licenças. E isto é muito importante para regional, que terá mais credibilidade com estes empreendedores já que além da fiscalização também estamos avançando com a emissão das licenças”.
O empresário Jorge Antônio da Costa Batista foi um dos primeiros empreendendores a entrar com o pedido de licença em Rondonópolis e lembrou que o compromisso com o respeito ao meio ambiente é cada vez mais aplicado em todos os ramos empresarias. “Nossa empresa necessita periodicamente de licença ambiental e apesar de estarmos sediados em Rondonópolis há mais de 10 anos sempre precisávamos ir a capital para realizar essas emissões e renovações de licenças, o que levou a alguns atrasos de cronogramas. Com a emissão de licenças ambientais pela regional de Rondonópolis, a cidade ganha na eficiência e no tempo do serviço”, ressaltou.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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