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Regularização fundiária leva cerca de 500 pessoas à AL para debate com o MAPA

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Política Agrícola e Logística

Regularização fundiária leva cerca de 500 pessoas à AL para debate com o MAPA

Produtores querem a garantia da emissão de 600 mil títulos prometida pelo governo

16/09/2019

A falta de resolutividade em órgãos federais para análise e emissão de títulos de propriedade, assim como a instabilidade quanto às demarcações de terras indígenas e a demora para liberação do cadastro ambiental rural mobilizaram cerca de 500 pessoas a comparecerem à Assembleia Legislativa de Mato Grosso na manhã de sexta-feira (13). Composto majoritariamente por produtor rural, o público acompanhou a audiência sobre regularização fundiária na Amazônia Legal, promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“Tínhamos a proposta do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), assinada em contrato 20 anos atrás, de que nós teríamos nosso título de propriedade. Mas o governo nunca cumpriu a parte dele. Não é só meu caso, mas todos os assentados do país hoje vivem à margem da lei, porque não têm esse título. E, aí, nós não somos ninguém, não temos nada”, desabafou o produtor rural Gilberto Cattani, do assentamento Pontal do Marape, em Nova Mutum.

A situação descrita pelo agricultor ilustra o que passam milhares de produtores rurais em Mato Grosso. Eles vivem a expectativa do cumprimento da promessa do governo federal de emitir, até o final da atual gestão, 600 mil títulos. O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antonio Galvan, comentou, a partir das reclamações que recebe na entidade, não conseguir mensurar a quantidade de áreas no Estado que vive essa situação.

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“É inimaginável, porque toda hora recebemos reclamações. Por exemplo, documentos de áreas aqui no norte do Estado com condição resolutiva expedida pelo Incra no passado. Mas os bancos não aceitam isso como garantia. E quando se procura o órgão aqui, ninguém consegue dar resposta a esse produtor”, exemplificou o líder do setor.

Galvan ainda acrescentou os embates ambientais que os produtores vivenciam em Mato Grosso. Conforme ele, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vem autuando agricultores que produzem hoje, sob sua posse, em áreas pretensas ou requisitadas para se tornarem reservas indígenas, sem que ainda exista o decreto. “Eles não podem ser atuados, não estão fazendo nada de ilegal”, apontou.

Ao longo da audiência, o secretário especial para Assuntos Fundiários do MAPA, Luiz Antônio Nabhan Garcia, disse que as áreas sobre as quais ainda não houver decreto presidencial para desapropriação não devem ser alvo de autuações. Também reiterou o compromisso da concessão dos 600 mil títulos de propriedades até o final de 2022.

“O nosso compromisso é entregar 600 mil títulos para agricultores familiares da reforma agrária, mas, também, ter uma entrega de títulos do “Amazônia Legal”, que hoje é o “Terra Legal”, e passou a abranger todo o país. O objetivo é trazer a tranquilidade necessária, o acesso aos financiamentos em bancos. Ter o título de propriedade é ter dignidade. As pessoas que estão trabalhando na terra e que estão cumprindo o que a lei determina vão receber título”, assegurou o secretário especial.

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“Quem está produzindo, independente de ser ou não o originário da área, esse deve permanecer. O Incra tem que fazer sim uma varredura para ver as áreas que estão desocupadas para oferecer para quem quer trabalhar, mas não tirar quem está produzindo”, taxou Galvan.

Ainda participaram da audiência pública integrantes nacionais e regionais dos órgãos afins – Incra, Ibama, Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) –, parlamentares federais e estaduais, integrantes de outras instituições, além de centenas de produtores rurais.

 

 

 

Fonte: Ascom/Aprosoja-MT

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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