Mato Grosso
Restaurante Prato Popular forneceu mais de 76 mil refeições em 2023
No período noturno, durante a semana, foram distribuídas gratuitamente 40.800 marmitas à população em situação de rua. O investimento do Governo de Mato Grosso na entrega de alimentação pronta para o consumo junto a população vulnerável em Cuiabá ultrapassa R$ 1,1 milhão, em 2023.
O Restaurante Prato Popular, que não fechou as portas nem no período de pandemia, também atua com o objetivo de integrar as políticas de assistência social, bem como garantir a segurança alimentar e nutricional.
“Desde o início da gestão Mauro Mendes, em 2019, não fechamos em nenhum momento, mesmo durante a pandemia, para garantir o atendimento para a população que mais necessita deste serviço, em Cuiabá. Hoje, o Governo do Estado tem o único restaurante que oferece alimentação a preço popular na capital, que é de R$ 1. Todo o cardápio é feito com supervisão nutricional, valorizando a qualidade e a quantidade adequada para manter a segurança alimentar de quem busca o Prato Popular como opção”, destacou a secretária da Setasc, Grasi Bugalho.
Frequentadores assíduos do restaurante, o mototaxista Antônio Silva Leite e a esposa dele, Rose Resende, afirmaram que o restaurante traz uma grande economia para a renda da família.![]()
“A refeição é muito barata aqui, além de ser muito gostosa. Uma comida de qualidade, excelente. Não temos do que reclamar. A gente vem almoçar todos os dias no restaurante. Pra gente ficam apenas R$ 2 e se quiser repetir, é só comprar mais uma ficha. Se nós dois quisermos repetir, ficam só R$ 4. É muita economia”, afirmou Rose.
Antônio lembrou que, nem durante o período de pandemia da Covid-19, o Restaurante Prato Popular deixou de atender a população. “Eu frequentei aqui nesse período tão difícil para todos. Eles não pararam de atender as pessoas e isso é muito importante. Quem fala algo de ruim desse lugar não merece nem pisar aqui dentro, porque a comida é boa e o atendimento é excelente. As pessoas que trabalham para manter o restaurante estão de parabéns. Espero que nunca deixe fechar, porque é o único que nós temos”, declarou.![]()
A aposentada Alice Balduína da Silva (68), moradora do bairro Jardim Vitória, também frequenta o Restaurante Prato Popular todos os dias.
“Gosto muito daqui. Já frequento há 4 anos o restaurante e sempre fui bem tratada pelas pessoas. Tudo é muito bom. O preço que a gente paga, a comida e o atendimento. O governador Mauro Mendes está de parabéns, por não deixar a gente desamparado, porque hoje em dia as coisas não estão fáceis e ter essa refeição mais em conta, faz a diferença no final do mês”, contou.
Investimentos
Para garantir a segurança alimentar e nutricional da população na Capital, o Governo de Mato Grosso, entre 2019 a 2022, investiu mais de R$ 4,7 milhões para o fornecimento de alimentação no Restaurante Prato Popular e marmitas à população em situação de rua, totalizando em 643.897 refeições distribuídas. Mesmo durante a pandemia, em 2020, foram servidas refeições até mesmo nos fins de semana para a população de rua.
Em junho deste ano, a gestão estadual publicou o decreto do Plano Estadual de Segurança Alimenar e Nutricional do Estado de Mato Grosso (PLESAN) para o quadriênio 2023/2027, que é executado pela Setasc.
De acordo com os dados levantados pela Setasc, por meio da Superintendência de Segurança Alimentar e Nutricional, o número de famílias em situação de vulnerabilidade alimentar foi fortemente agravado pelo impacto causado pela Covid-19.
Visando a promoção e garantia da segurança alimentar e nutricional das famílias em extrema vulnerabilidade social, o PLESAN torna-se o principal instrumento de planejamento, gestão e execução da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PESAN). Além disso, o PLESAN pode subsidiar não apenas o governo estadual na elaboração do Plano Plurianual (PPA), mas também pelas Gestões Municipais, Conselhos Públicos Setoriais, Legislativo Estadual e Municipais na elaboração e revisão de outras políticas públicas voltadas ao fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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Por Alexandre Guimarães
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Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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