Mato Grosso
Rotam prende quatro homens por tráfico de drogas e apreende 60 porções de entorpecentes

Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam quatro homens suspeitos por tráfico ilícito de drogas, em duas abordagens, na noite desta segunda-feira (20.1), em Cuiabá. Com os suspeitos, foram apreendidas 60 porções entre maconha e cocaína, e uma quantia de R$240 em dinheiro.
A equipe policial recebeu uma denúncia de que uma residência, em um conjunto de quitinetes, estava sendo utilizada como ponto de venda de drogas, no bairro Jardim Florianópolis. Os policiais se deslocaram até o endereço e, ao chegarem ao local, flagraram dois homens, em atitude suspeita, em frente ao imóvel. Eles tentaram fugir ao perceberem a presença dos militares.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma porção de maconha com um dos suspeitos, que confessou ter mais quantidades no interior da residência. O outro comparsa confirmou que ajuda na preparação e na venda das substâncias.
Em buscas no local, a equipe encontrou um tablete e mais 20 porções de maconha, além de 10 porções de cocaína, uma quantia de R$53,00 e material de preparo. O suspeito ainda indicou o endereço de um outro comparsa com quem ele adquire os entorpecentes.
Os policiais se deslocaram ao segundo endereço e localizaram o terceiro suspeito. Na abordagem, foram encontradas mais 20 porções de maconha em seu bolso. Em relato à PM, o homem confirmou a propriedade da droga e indicou que em sua residência possuía mais quantidades de entorpecentes. Em seguida, foram localizadas mais dois tabletes e três porções de maconha, uma quantia de R$187,00 entre outros materiais de preparo. Diante dos fatos, os suspeitos foram encaminhados para a delegacia, juntamente com o material, para as providências que o caso requer.
Já no bairro Pedra 90, os policiais militares da Rotam apreenderam outras quatro porções de maconha, um tablete do mesmo entorpecente e prenderam um homem em flagrante por tráfico de drogas. Os militares realizavam o patrulhamento tático na região, momento em que flagraram dois homens em atitude suspeita. Um deles correu para região de mata, com aproximação das equipes.
O comparsa foi abordado dentro de um veículo Fiat Argo com os ilícitos escondidos em uma sacola. À PM, o suspeito confessou que receberia R$ 250 para realizar a entrega dos ilícitos e que alugou o carro, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O homem foi encaminhado à delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
*Sob supervisão Wellyngton Souza
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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