Política MT
Sala das Comissões 2 da AL passa a ter nome da primeira deputada de MT
Oliva Enciso
A Assembleia Legislativa aprovou, em primeira votação, nesta quarta-feira (21), Projeto de Resolução (PR) nº 609/2018, de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que denomina “Sala Oliva Enciso” a Sala 2 das Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Após cumprir cinco sessões ordinárias, o Projeto de Resolução segue para tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) onde deve ser analisada a constitucionalidade e legalidade do tema e encaminhado à plenária para segunda votação.
De acordo com Wilson Santos, a mulher tem pouca representatividade no Legislativo mato-grossense.
Hoje, por exemplo, das 24 cadeiras, só uma é ocupada pela ala feminina, representada pela deputada Janaina Riva (MDB).
Na Câmara Municipal de Cuiabá, das 25 cadeiras, nenhuma é ocupada por uma mulher.
Segundo o deputado, Oliva Enciso era uma batalhadora incansável em defesa dos legítimos interesses, principalmente da população mais carente do Estado.
BIOGRAFIA
Oliva Enciso nasceu em Corumbá, na Fazenda Taquaral, em 17 de Abril de 1909, filha de Martinha Enciso e Santiago Enciso.
A educadora iniciou sua vida pública como vereadora por Campo Grande, em 1954 e foi a primeira mulher a assumir uma cadeira no Poder Legislativo de Mato Grosso, na 4º legislatura no período de 1959 a 1963, representando a antiga UDN, antes da divisão territorial que culminou com surgimento do vizinho Mato Grosso do Sul.
A presença da parlamentar era considerada um avanço para uma época em que a mulher ainda despontava para a vida política.
Em Novembro de 1923, após o falecimento do seu pai, foi com a família de mudança para Campo Grande e considerada cidadã campo-grandense pela Câmara Municipal, pela Resolução nº 174, e 12/ 10/ 1976, e, “reconhecimento aos relevantes serviços prestados a esta comunidade”.
Ingressou na prefeitura de Campo Grande em 1930, como datilógrafa, tendo se aposentado em 1963, depois de nela exercer praticamente todos os cargos, inclusive de prefeita, respondendo pelo seu expediente várias vezes.
Na Câmara Municipal de Campo Grande, em 1937, exerceu o cargo de Secretária e mais tarde, em 1955, foi eleita vereadora até 1959, quando se candidatou a Deputada Federal por Campo Grande.
Na Assembleia Legislativa, foi presidente da Comissão Permanente de Educação, Saúde e Assistência Social, bem como da Comissão Especial que apresentou o projeto de criação do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado, o IPEMAT, que acabou extinto para surgimento do MT Saúde.
Após cumprir mandato parlamentar, dedicou integralmente o restante de sua vida às crianças desafortunadas, prestando serviços de assistência material e educacional. Foi designada Conselheira do Conselho Estadual de Educação.
A inteligência emocional da professora escritora Oliva Enciso voltou-se integralmente à vida pensada para a infinita posteridade, despojando-se do verniz pessoal, como podemos compreender com a leitura do seu livro Mato Grosso do Sul – Minha Terra, segunda edição em 2003, para dedicar-se à educação global com ênfase profissional e à cultura do bem-viver.
Poetisa escritora publicou os livros “Biografias dos Patronos da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras”, “Pensai na Educação, Brasileiros”, “Mato Grosso do Sul – Minha Terra” (reeditado em 2003 pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI) e “Palavras de Poesia”. Colaborou com várias crônicas e poesias publicadas no suplemento cultural – Caderno B – do jornal Correio do Estado em Campo Grande.
A Professora Oliva Enciso morreu em 2005, aos 96 anos, de morte natural, em Campo Grande – MS.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
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Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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