Mato Grosso
Sarau Circense inicia sexta-feira (1º) levando inclusão, arte e valorização cultural

O Sarau Circense, que terá uma programação variada com música, capoeira, performances de palhaço, malabaristas e outras atrações, inicia na sexta-feira (1.8), às 17h, em Canabrava do Norte (1026 km de Cuiabá). A iniciativa é viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital Viver Cultura-Expressões da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
Promovido pelo Grupo Embira do Cerrado em parceria com o Grupo Asas de Picadeiro, o projeto leva apresentações gratuitas neste mês de agosto a Canabrava do Norte (dias 1 e 2), Porto Alegre do Norte (dias 15 e 16) e Santa Terezinha (dias 22 e 23).
“O Sarau é como um sopro de ancestralidade em forma de espetáculo. Ele leva alegria, mas também afirma nossas raízes e convida a comunidade a ocupar o picadeiro da própria história”, ressalta o proponente, produtor executivo e articulador do projeto, Edilson Pereira Santos.
O circuito inclui duas apresentações em cada município: uma em praça pública, aberta ao público em geral, não sendo necessário nenhuma inscrição, e outra dedicada à Turma da Melhor Idade, promovendo inclusão cultural e valorização da população idosa. O espetáculo é interativo e multicultural, combinando a magia do circo com tradições artísticas regionais, em uma experiência que une alegria, arte e pertencimento.
“Queremos transformar as praças em picadeiros de imaginação, onde o povo possa se reconhecer como parte ativa da cultura. É arte feita com o povo e para o povo, com muito afeto e ancestralidade”, destaca Edilson Pereira Santos.
Confira os locais de apresentações:
Canabrava do Norte
01 de agosto –Sexta-feira- Show interações culturais com a turma da melhor idade
Local: Espaço cultural do CRAS de Canabrava- às 17h
02 de agosto – Sábado, Show Sarau Circense em praça pública,
Local: Espaço do Festejo, às 17h
Porto Alegre do Norte
15 de agosto – Sexta-feira- Show interações culturais com a turma da melhor idade
16 de agosto – Sarau Circense no Cais do Rio Tapirapé, às 17h
Santa Terezinha
22 de agosto – Ação com a Turma da Melhor Idade, no CRAS
23 de agosto – Sarau Circense na Orla do Rio Araguaia, às 17h
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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