Mato Grosso
Sarau Cultural encerra programação de evento do SER Família Criança em Poconé
Servidores do Programa SER Família Criança, de contraturno escolar, em Poconé, participaram na noite desta quinta-feira (08.02) do 1º Sarau Cultural 2024. O evento encerrou a Semana Pedagógica da unidade, que contou com capacitações e palestras. O programa foi idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, atende cerca de 500 crianças, e é gerido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
A primeira-dama Virginia Mendes parabenizou o trabalho realizado pela equipe de servidores no SER Família Criança, no município.
“Toda a equipe de profissionais do SER Criança está de parabéns, porque a capacitação é essencial para que nossas crianças tenham acesso aos métodos de maneira eficiente. Tenho acompanhado o desempenho dos alunos e estou encantada com o desenvolvimento deles. A escola contraturno SER Criança nasceu no meu coração, pelo desejo que sempre tive de todas as crianças receberem o melhor na educação e no cuidado do dia a dia”, ressaltou.
A secretária de Assistência Social do Estado, Grasi Bugalho, enalteceu os trabalhos realizados na unidade.
“O SER Família Criança em Poconé, que é um projeto piloto, tem apenas um ano de existência, mas que já gera frutos que vão ficar para sempre na vida das crianças assistidas e na vida dos familiares, que veem o desenvolvimento e sabem da importância do Programa. Então, eu gostaria de agradecer ao município de Poconé, a todos os trabalhadores do SER Família Criança, e à toda a equipe que trabalhou incansavelmente para que isso se tornasse realidade. Parabéns a todos por esse grande trabalho, pela iniciativa do Sarau, e que este ano seja um ano de bençãos na vida de cada um”, disse.![]()
A primeira-dama e secretária de Assistência Social de Poconé, Joelma Gomes, agradeceu a primeira-dama Virginia Mendes por ter implantado o projeto piloto para o município.
“Nós somos gratos à primeira-dama por ter trazido esse sonho dela para Poconé, que é o de dar o melhor para nossas crianças. Leve a ela o nosso comprometimento, não só da secretária Joelma, mas de todos os colaboradores que fazem parte desse sonho. A gente conseguiu enfrentar o primeiro ano, e temos certeza que em 2024 iremos realizar ainda mais”, ressaltou.
A professora Juracy Leite, coordenadora municipal do Programa SER Família Criança, explicou que o encontro pedagógico realizado nesta semana foi de suma importância para a troca de experiências e de conhecimento. “Nós queremos agradecer mais uma vez a nossa primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, ela que sonhou, que idealizou e concretizou esse espaço para nossas crianças”, completou.![]()
A assessora responsável pela gestão estadual do SER Família Criança contraturno em Poconé, Luciana Rodrigues, destacou que a realização do Sarau Cultura é a realização de um sonho, assim como a realização da Semana Pedagógica.
“Nós tivemos uma semana de capacitação muito produtiva, com momentos muito emocionantes, foi bastante proveitosa, e foi possível rever esses meses que se passaram, e que está tudo dando muito certo e a gente percebe na resposta de cada um dos pais o quanto o SER Família Criança é importante, e também pensar o futuro. E nada mais feliz para encerrar essa semana de capacitação que um Sarau Cultural. É muito possível que a gente encontre aqui nessas crianças que passam pelo projeto, futuros poetas, futuros musicistas, futuros atletas, futuros bailarinos, ou seja, um futuro”, concluiu.![]()
Durante o sarau foram declamadas poesias pelas poetisas Maria Cândida de Arruda Martins, Zita Eliney da Conceição, Zeila Cecília da Conceição e Silva, e pelo poeta Vicente Lídio dos Santos; além das apresentações de dança da professora de balé do projeto SER Família Criança, Tarciana Silva e o dançarino Joaquim Ramos; e as apresentações musicais com Josiane Lourenço, Adilson Norberto, Juliane Praxedes, Everson Taboca, e Rubinho e Wellinton com o lambadão poconeano.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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