Mato Grosso
Secel oferece palestra gratuita sobre empreendedorismo social em Cuiabá
A palestra ‘Empreendedorismo na Base da Pirâmide’ irá apresentar informações sobre como empreender de forma socialmente consciente e como obter resultados nesse modelo de negócio. Esta é mais uma ação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Afroempreendedorismo de Mato Grosso (Báyò), que é executado dentro da Secel, por meio da Superintendência de Desenvolvimento da Economia Criativa, com apoio do Ministério da Igualdade Racial.
Celso Athayde é empresário, produtor de eventos, escritor e ativista social brasileiro, especializado em favelas e periferias. Nasceu no Rio de Janeiro, e viveu em abrigos e na rua durante a infância e adolescência. Hoje, atua na empresa Favela Holding, que lidera mais de 20 empresas com foco no desenvolvimento de favelas e seus moradores, por meio do empreendedorismo. Em 2021, ganhou o Prêmio Empreendedor Social e de Inovação do ano, concedido pelo Fórum Econômico Mundial.
Báyò – Dentro das ações do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Afroempreendedorismo de Mato Grosso, a Secel realiza nesta semana outras duas ações, uma exposição e uma feira de afro empreendedorismo.
A ‘Exposição Ananse – Arte: Futuro Ancestral’ será aberta nesta terça-feira (10.10), às 19h, na Galeria de Artes Lava Pés, em Cuiabá. A mostra terá participação de artistas mato-grossenses e apresentará obras de arte e produtos que expressem a ancestralidade, tradições e manifestações culturais da população preta de Mato Grosso. A entrada é gratuita. A mostra ficará aberta ao público até o dia 9 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
Outra importante ação do programa é a Feira de Afro Empreendedorismo Criativo, que será realizada nos dias 14 e 15 de outubro, das 16h às 22h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, em Cuiabá. A entrada será gratuita ao público.
Serviço:
Palestra Empreendedorismo na Base da Pirâmide, com Celso Athayde
Data e horário: 14/10, às 9h
Local: Palácio da Instrução, Centro de Cuiabá
Inscrições gratuitas: AQUI
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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