Mato Grosso
Seciteci oferece curso gratuito de informática básica na modalidade educação a distância

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) está com inscrições abertas para o curso de Informática Básica, voltado a pessoas interessadas em aprimorar suas habilidades e ampliar as chances no mercado de trabalho. São ofertadas 150 vagas totalmente gratuitas e com aulas transmitidas pela internet.
Os interessados poderão se inscrever a partir desta terça-feira, dia 24 até às 23h59 do dia 30.6 através do Sistema Gestor de Concursos (SGC) da Seciteci, disponível aqui. Deverão ser preenchidos corretamente o formulário eletrônico e o questionário socioeconômico.
De acordo com Eneida Carneiro, coordenadora da Educação a Distância (EaD) da Seciteci, o curso terá carga horária de 160 horas, com duração de 1 mês, com uma média de 3 aulas síncronas (ao vivo) semanais, com 2 horas no máximo, e atividades assíncronas (atividades de aprendizagem e vídeos aulas).
“Mais uma vez a Seciteci oportuniza para a sociedade aprimoramento de habilidades profissionais e possibilidade de fazer uma formação sem precisar se deslocar até uma unidade física. Esse curso também é a promoção da inclusão digital desenvolvida pela Seciteci para as pessoas que querem estar preparadas para as demandas do mercado de trabalho”, afirma Eneida.
As vagas para o curso de Informática Básica na modalidade EAD serão preenchidas exclusivamente por ordem de inscrição, considerando a data e o horário. O número de candidatos aprovados para realizar matrícula será de acordo com o quadro do curso e das vagas.
Os demais candidatos serão considerados classificados, podendo ser convocados para realizarem matrícula se houver desistência dos candidatos aprovados e consequente abertura de novas vagas.
Os candidatos que conseguirem uma das vagas poderão efetuar suas matrículas a partir de 02 de julho e as aulas do curso iniciarão dia 09 de julho. Segundo a coordenadora, o conteúdo do curso abrange conhecimentos essenciais, como uso de sistemas operacionais, e-mail, programas de escritório e ferramentas digitais do cotidiano.
Interessados a concorrer uma das vagas para esse curso devem ler o edital desse processo seletivo disponível aqui.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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