Mato Grosso
Seciteci realiza Encontro de Gestores de Instituições de Inovação Tecnológica ofertantes de Educação Profissional Técnica

Gestores de instituições públicas e privadas ofertantes de Educação Profissional que tem parceria com o Governo de Mato Grosso vão se reunir na próxima quinta e sexta-feira (26 e 27.06), em Cuiabá, para oficializar a criação do Comitê Estadual de Educação Profissional e definir o planejamento de ofertas de cursos e vagas regulares das diferentes modalidades de ensino técnico. O evento é realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).
De acordo com Allan Kardec, secretário da Seciteci, o evento inédito no Estado mostra o compromisso do governo em criar políticas públicas para a educação profissional e tecnológica seguindo as demandas e os cenários do mercado de trabalho, bem como a autonomia de cada instituição dedicada em contribuir com o desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso.
“Temos vivenciado a expansão da oferta de educação profissional em Mato Grosso. Ter um comitê para integrar os gestores das instituições possibilitará otimização dos recursos, a melhoria da qualidade dos cursos, bem como ampliação de ofertas de cursos e vagas em todas as regiões do estado”, explica Allan Kardec.
Dentre os fundamentos para a criação do Comitê está a mitigação de desafios como, por exemplo, a duplicidade de oferta de cursos técnicos em algumas localidades do estado e a subutilização de recursos e infraestrutura existentes.
“Com esse fórum vamos resolver esses e outros problemas. Teremos um espaço para planejamento anual, para otimização dos recursos, das infraestruturas existentes e das informações sobre oferta e demanda de cursos. Além disso poderemos ter mais articulações entre instituições de ensino e o setor produtivo”, destacou o secretário.
O Comitê Estadual de Educação Profissional é composto pela Seciteci, pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Mato Grosso (Senac) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai). As reuniões ocorrerão com plenárias ordinárias bimestrais e extraordinárias. Membros do Comitê participarão também de grupos de trabalhos temáticos.
A programação do evento acontecerá na Casa Barão de Melgaço, na quinta-feira (26) à noite e na manhã e tarde de sexta-feira (27), na Escola Técnica Estadual de Cuiabá, localizada na Avenida Gonçalo Antunes de Barro, s/nº, quando ocorrerão apresentações das instituições participantes.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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