Mato Grosso
Secretários mostram números de 2019 e apresentam propostas para próximo ano
O governador Mauro Mendes está se reunindo durante esta semana com todo o staff do Executivo Estadual para fazer um balanço dos dez meses de gestão.
Nesta quarta e quinta-feira (06 e 07.11), os secretários e adjuntos puderam apresentar os avanços obtidos e as propostas para os próximos meses de cada pasta.
Até a próxima semana, reuniões serão realizadas com os titulares e equipes de todas as autarquias. A primeira rodada será nesta sexta-feira (08.11).
Mendes avaliou como positivas e produtivas as apresentações e debates com todos os secretários e equipes de cada secretaria. Ele definiu que esta será uma postura de Governo daqui para frente.
“Debatemos efetivamente a entrega de resultados, que é o que todos queremos e que tem impacto na vida do mato-grossense, como a melhoria das estradas, da educação, da saúde e da segurança. Todos tiveram a oportunidade de apresentar realmente o que foi feito e o que será realizado nos próximos 60 dias”, pontuou o governador.
O chefe do Executivo Estadual definiu que, no próximo ano, as reuniões serão realizadas quadrimestralmente. A previsão é de que sejam marcados encontros no início dos meses de abril, agosto e dezembro.
O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, considerou que apesar da crise financeira pela qual o Governo passou em 2019, muitas entregas puderam ser concretizadas.
“Com os poucos recursos que temos e da forma como recebemos o Estado financeiramente, fizemos muita coisa. Saímos do discurso e fomos para a prática. O que o Governo entregou de resultados nesses dez meses, seja na educação, saúde, segurança e infraestrutura, são números que deixam qualquer cidadão satisfeito”, avaliou.
“Logicamente que temos um dever de casa muito grande ainda a ser realizado, mas o governador Mauro Mendes, com sua liderança, está restabelecendo a credibilidade, o respeito e a confiança de toda a sociedade mato-grossense”, completou o secretário.
Planejamento
Uma nova rodada de reuniões do governador com o secretariado será marcada no início de dezembro para a apresentação do planejamento para o ano de 2020. De acordo com Carvalho, a ideia é de que toda a equipe de Governo possa debater os planos de investimentos para o próximo ano.
“Teremos um ano de 2020 muito melhor que 2019 em função dos projetos que foram encaminhados com o apoio da Assembleia Legislativa e que promoveram a melhoria financeira do Estado. Ano que vem teremos uma situação de investimentos em todas as áreas muito diferente do que tivemos em 2019”, concluiu o chefe da Casa Civil.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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