Mato Grosso
Sedec, IPEM-MT e Inmetro promovem diálogo com setor produtivo em Mato Grosso

O Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), realizou, em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a 7ª edição do Diálogo com o Setor Produtivo nesta terça-feira (24.3). O evento ocorreu na nova sede do órgão mato-grossense em Cuiabá.
Criado em 2023, o programa tem como objetivo aproximar o Ipem e o Inmetro da indústria, ouvir demandas e construir soluções conjuntas. A iniciativa busca fortalecer a relação com o setor produtivo, reduzir burocracias, otimizar custos e contribuir para um ambiente regulatório mais favorável.
A programação contou com a presença de autoridades estaduais, representantes de entidades de classe e integrantes de diversos segmentos produtivos. O encontro incluiu exposições técnicas e espaço aberto para participação dos presentes, promovendo o diálogo direto entre o poder público e o setor produtivo.
Durante o evento, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou o papel do Instituto de Pesos e Medidas na garantia da qualidade e na segurança das relações de consumo. Ele ressaltou a importância do órgão como parceiro do setor produtivo e como instrumento de credibilidade no mercado.
“O Ipem realiza um trabalho efetivo e de qualidade, o que já foi amplamente demonstrado, e é parceiro de quem trabalha. Sua atuação tem como objetivo garantir a proteção ao consumidor, mas também assegura aos bons empresários que eles estão devidamente certificados e que possuem qualidade para oferecer aos seus clientes”, afirmou.
O presidente do Inmetro, Márcio André Brito, abordou a evolução do programa ‘Diálogo com o Setor Produtivo’ ao longo das edições, enfatizando os avanços obtidos a partir da escuta ativa dos diferentes segmentos. Para ele, o diálogo tem contribuído para a resolução de demandas históricas.
“O diálogo com o setor produtivo nasce justamente na esteira de reunir os diretores de mercado, ouvir os segmentos, encontrar soluções e definir prazos para respostas. Ao longo das seis edições, avançamos significativamente. Pleitos históricos, de mais de 15 anos, passaram a ser atendidos, com soluções construídas de forma conjunta neste ambiente. E não diferente das últimas edições, hoje sairemos daqui com encaminhamentos concretos”, disse.
A presidente do IPEM-MT, Tatiana Soares, ressaltou que o evento representa uma oportunidade de integração entre os diversos atores envolvidos no desenvolvimento econômico. Ela destacou a importância de aproximar o setor produtivo dos órgãos reguladores e decisórios.
“Esse evento foi pensado para aproximar quem produz de quem regulamenta, de quem decide e de quem constrói o futuro. Estamos construindo um ambiente em que os desafios deixam de ser individuais e passam a ser tratados de forma estratégica e coletiva. Trazer esse movimento para Mato Grosso tem um significado ainda maior, porque estamos falando de um estado que é potência, que produz e impulsiona o desenvolvimento brasileiro”, declarou.
Entre os participantes, representantes do setor produtivo destacaram a importância do espaço para apresentação de demandas e discussão de entraves enfrentados no dia a dia. Cleiton Gauer, superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), apontou que o diálogo contribui para dar visibilidade a questões técnicas que impactam diretamente a atividade econômica. Segundo ele, o encontro é uma oportunidade de expor as demandas, as dificuldades enfrentadas pelo setor e situações que muitas vezes passam despercebidas ao longo das transações.
“Isso pode, por vezes, gerar um prejuízo oculto que o produtor nem percebe. Assim, esse diálogo e a oportunidade de falar um pouco sobre o setor e sobre as dificuldades que enfrentamos são de suma importância para que possamos construir uma agenda positiva e sair daqui, de fato, com um plano de ação e prioridades a serem solucionadas”, afirmou.
Participaram do encontro representantes dos setores de extintores de incêndio, agronegócio (cadeia da soja), distribuição de combustíveis, comércio, indústria, setor orizícola, setor moveleiro, instrumentos de pesagem e meio acadêmico, com a participação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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