Mato Grosso
Sedec participa da Caravana da Sudeco e agiliza acesso ao crédito em Rondonópolis

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec) participa da Caravana da Sudeco, nesta segunda-feira (23.6), foi realizada no Rondon Plaza Shopping, em Rondonópolis. O evento itinerante tem como objetivo ampliar o acesso de empresários e produtores rurais a linhas de crédito por meio dos fundos constitucionais FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) e FDCO (Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste).
A Caravana conta com palestras, oficinas e atendimentos personalizados ao público interessado em acessar os recursos. Além da equipe técnica da Sudeco, instituições como Sebrae, Banco do Brasil, Cresol, Sicredi e Sicoob também prestam atendimento direto aos empreendedores da região.
Presidido pelo secretário da Sedec, Cesar Miranda, o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Codem) é a instância responsável por analisar as cartas-consultas encaminhadas ao Banco do Brasil. O conselho avalia se os projetos apresentados estão em conformidade com as leis, portarias e resoluções federais que regulamentam o uso dos recursos. Após a aprovação do Cedem, os projetos são encaminhados para contratação e liberação dos valores junto à instituição financeira.
A secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia, Linacis Silva Vogel Lisboa, participou do evento e reforçou a importância dos fundos de financiamento como ferramenta de inclusão produtiva.
“A participação da Sedec na Caravana é estratégica porque fazemos parte do processo que garante segurança jurídica e técnica aos projetos. O empresário ou produtor que busca crédito precisa estar com a documentação regular, e o conselho tem esse papel de avaliar e dar aval para que o recurso chegue de forma mais ágil e eficiente. O FCO e o FDCO são instrumentos que transformam planos em empreendimentos reais. Dentre as razões para que a economia de Mato Grosso alcançasse o patamar atual é porque também houve crédito disponível para quem quis crescer com responsabilidade e planejamento”, afirmou.
De janeiro a abril de 2025, os financiamentos contratados em Mato Grosso somaram R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 521,8 milhões via FCO Empresarial e R$ 640 milhões pelo FCO Rural, o que representa um terço do total liberado na região Centro-Oeste, que chegou a R$ 3,2 bilhões.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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