Mato Grosso
Seduc amplia prazo e Matrícula Web para novos alunos segue até segunda-feira (10)

A Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) prorrogou o prazo de inscrição na Matrícula Web para novos alunos da rede estadual, que agora segue até a próxima segunda-feira (10.11).
A medida vale para todas as escolas estaduais e oferece mais tempo para que pais, responsáveis e alunos maiores de 18 anos façam a solicitação de vaga com tranquilidade.
O período também foi prorrogado para estudantes do PAEDE (Público Alvo da Educação Especial), cujo processo começou em 23 de outubro e continua aberto até o mesmo prazo, 10 de novembro.
A Matrícula Web é totalmente on-line, disponível no portal matricula.seduc.mt.gov.br, onde é possível solicitar vaga, acompanhar o status do pedido e recuperar senha diretamente no sistema.
Para quem preferir atendimento humano no auxílio da recuperação de senha, a Seduc oferece diversos canais de contato: WhatsApp (65) 99695-1459 e o 0800 065 1717.
Também é possível enviar dúvidas pela aba Fale Conosco do portal ou procurar a escola desejada pela aba Localizar Escolas.
A Seduc reforça que o sistema é dinâmico e atualizado em tempo real: conforme as vagas são solicitadas, elas deixam de aparecer no portal.
Por isso, realizar o cadastro e realizar a solicitação de vaga dentro do prazo oficial aumenta as chances de conseguir vaga próxima da residência, além de contribuir para o planejamento da rede, organização de turmas, transporte e alimentação escolar.
Para confirmar a matrícula, será necessário comparecer à escola no período de 19 de dezembro de 2025 a 9 de janeiro de 2026, levando os documentos originais: certidão de nascimento ou documento de identificação; CPF; comprovante de residência; histórico ou declaração escolar; carteira de vacinação atualizada.
No caso de estudantes PAEDE, deve-se informar as necessidades específicas para garantir o atendimento AEE (Atendimento Educacional Especializado).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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