Mato Grosso
Seduc autoriza reforma e ampliação da Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral

Durante o início do ano letivo na Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, em Cuiabá, nesta segunda-feira (2.2), o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, assinou a ordem de serviço que autoriza a reforma e ampliação da unidade, com a construção de oito novas salas de aula, além de biblioteca e secretaria. Na mesma agenda, o secretário também anunciou a climatização do refeitório da Escola Estadual Dione Augusta, que também fica na Capital.
Ao falar com estudantes, professores e gestores, Alan Porto ressaltou a importância do investimento na infraestrutura escolar como estratégia para garantir melhores condições de ensino e aprendizagem. “Fiz questão de estar aqui pessoalmente para compartilhar essa notícia, porque sei o quanto ela é esperada. A escola pública transforma vidas, e investir nesses espaços é investir no futuro”, afirmou.
Durante a solenidade, o secretário destacou o papel da educação pública na formação de cidadãos e lideranças. “Sou fruto da escola pública e acredito no potencial de cada um de vocês. Muitos dos estudantes que estão aqui, serão os próximos profissionais gestores desta escola e até líderes do nosso Estado”, declarou.
Atualmente, a Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral atende cerca de 1.300 estudantes, sendo aproximadamente 400 matriculados em salas anexas que funcionam a cerca de 900 metros da sede principal.
Para o diretor da unidade, Ronaldo Guimarães, com a construção das oito salas integradas à sede, os alunos das salas anexas terão um espaço de estudo mais adequado, garantindo conforto e qualidade no atendimento”, destacou.
Ronaldo também ressaltou a importância da presença do secretário no primeiro dia de aula. “Essa proximidade fortalece o diálogo com a Seduc. Enfrentamos desafios ao longo do ano, e saber que temos esse apoio nos dá mais segurança para gerir a escola”, afirmou.
Entre os estudantes, o clima era de expectativa e entusiasmo. Aluna do 2º ano do Ensino Médio, Melissa Souza, de 15 anos, disse que o novo ano letivo representa uma oportunidade de crescimento acadêmico. “Estou focada nos estudos, principalmente no Enem, e acredito que este será um ano de muito aprendizado”, afirmou, destacando o Pré-Enem Digital MT oferecido pela rede estadual.
Já Mariana Pereira de Moura, de 16 anos, também do 2º ano do Ensino Médio, avaliou o retorno às aulas de forma positiva. “Minhas expectativas são muito boas. Quero aprender mais, aproveitar melhor as aulas e crescer como pessoa. Fiquei muito feliz em reencontrar meus amigos e saber que a escola vai passar por melhorias”, disse.
Para a coordenadora pedagógica Eva Vilma, o investimento do Governo do Estado representa uma conquista coletiva. “Essa ampliação é resultado de um desejo de gestores, professores, alunos e da comunidade. Vai melhorar o atendimento, aproximar os estudantes e concentrar as atividades administrativas em um único espaço. É uma sensação de vitória”, avaliou.
Além da visita à Pascoal Moreira Cabral, Alan Porto esteve na Escola Estadual Dione Augusta, onde anunciou a climatização do refeitório, garantindo mais conforto aos estudantes. No período da tarde, o secretário também visitou as Escolas Estaduais Irene Gomes Campos e Profª Maria Leite Marcoski, ambas em Várzea Grande.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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